O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, suspendeu decisão que proibia a venda de bens móveis e imóveis pelo governo do Distrito Federal para a recuperação financeira do Banco de Brasília (BRB).
A instituição financeira atravessa uma crise em meio a suspeitas de fraudes bilionárias relativas à negociação de carteiras de crédito com o Banco Master. A decisão, assinada nesta sexta-feira 24, será submetida ao referendo do plenário, em sessão virtual que ocorrerá de 8 a 15 de maio.
A decisão do desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), suspendia trechos da lei distrital que permitiam a utilização de bens móveis e imóveis e a alienação de ativos públicos e com a finalidade de socorrer a instituição financeira.
No pedido ao STF, o Distrito Federal sustenta que a proibição da venda dos bens ocasiona grave lesão à ordem administrativa, ao interferir diretamente no exercício das competências constitucionais do Poder Executivo e neutralizar os efeitos concretos de lei regularmente aprovada pelo Poder Legislativo local e sancionada pelo Chefe do Executivo.
Na avaliação de Fachin, as alegações de grave lesão à ordem administrativa são plausíveis. Segundo o ministro, a decisão questionada, ao suspender de forma ampla e imediata a eficácia de parcela significativa da lei distrital, impede a implementação de política pública regularmente estruturada pelos Poderes Legislativo e Executivo locais.