O ex-jogador do Vitória Jadson, de 42 anos, foi preso neste sábado (8), em Cambé, no Norte do Paraná, suspeito de violência doméstica. O ex-meio-campista, que teve o Vitória como último clube da carreira, teria agredido a esposa durante uma discussão.
Conforme relato da vítima às autoridades, Jadson teria agarrado seu pescoço com as duas mãos e tentado enforcá-la. A mulher foi encontrada com marcas na região do pescoço. Ainda segundo o relato, o casal já havia discutido na noite anterior.
O caso teria ocorrido depois que Jadson foi ao banheiro e iniciou uma discussão com a mulher. Durante o depoimento, ela afirmou que o ex-jogador a agarrou pelo pescoço e tentou enforcá-la.
A vítima também relatou aos policiais que não seria a primeira vez que teria sido agredida por Jadson.
Após o episódio, a mulher solicitou medidas protetivas contra o ex-atleta.
Jadson, por sua vez, declarou que “foi uma briga de marido e mulher, mas faz parte”. Ele reconheceu que os dois tiveram uma discussão mais acalorada, mas negou ter cometido agressão física.
Quem é Jadson, ex-jogador do Vitória
Nascido em Londrina, no Paraná, Jadson iniciou a trajetória nas categorias de base do PSTC e do Athletico. Depois de subir ao futebol profissional, foi negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, onde permaneceu por oito temporadas.
Em 2012, retornou ao futebol brasileiro para defender o São Paulo.
O meio-campista também foi convocado para a Seleção Brasileira e integrou o elenco campeão da Copa das Confederações.
Em 2014, Jadson se transferiu para o Corinthians. Posteriormente, retornou ao Athletico antes de encerrar a carreira após sua passagem pelo Vitória, aos 38 anos.
Casos de agressão a mulher
O caso chega em meio ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) registrou mais de 10 mil denúncias de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O número representa um aumento significativo em relação ao período anterior, que contabilizou 8.106 casos. A maioria das vítimas é composta por mulheres. No mesmo intervalo, foram formalizadas 247 denúncias por feminicídio no estado.
Segundo o órgão, as denúncias têm como objetivo responsabilizar os autores e oferecer uma resposta institucional à violência extrema contra mulheres, que inclui agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, geralmente ocorridas no ambiente doméstico.
Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), promotor de Justiça Adalto Araújo, o enfrentamento dessa realidade exige mobilização coletiva.
“Acreditamos que essa luta diária, somada ao esforço de toda a comunidade, pode ajudar a transformar a sociedade, para que toda mulher possa viver num mundo de mais equidade e paz”, afirmou.
Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar na Bahia podem contar com uma rede de serviços gratuitos de apoio jurídico, psicológico e social, disponíveis tanto em Salvador quanto em cidades do interior do estado.
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