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Estratégia errada de Kassab pode beneficiar André do Prado como vice-governador

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, atual secretário de Governo e Relações Institucionais no Estado de São Paulo, na gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), poderá beneficiar o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado estadual André do Prado (PL), numa eventual candidatura a vice-governador do Estado nas eleições de outubro deste ano.

Ao lado de Tarcísio e Bolsonaro, André pode ganhar força nos próximos dias com os acordos de Kassab junto aos políticos do Centrão. Foto: Arquivo Pessoal

 

A todo vapor, filiando governadores, prefeitos e deputados, o cacique não vê barreira para deixar sua legenda no ápice dos partidos, para isso, participa de encontros, cruza estados e municípios e vai se consolidando como uma das principais referências no mundo político.

 

Como já havia anunciado antes, os atuais governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Carlos Roberto Massa Junior – o Ratinho Jr (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) e agora Marcos Rocha (Rondônia), somam a fileira de seis governadores que formam a lista no PSD. Os dois últimos deixaram o União Brasil, o de Goiás, Ronaldo Caiado, visa candidatura à presidência da república.

 

Em contato com o profissional de Marketing e especialista em política Flavio Cavalcante Junior que conversou com a reportagem sobre o quebra-cabeça que antecede as eleições em todo o país. Ele disse que Kassab joga bem, sem que seus concorrentes no tabuleiro possam enxergar sua estratégia pelo poder. “Muita gente achou cortina de fumaça, uma distração para fomentar algo que Kassab almeja fazer ou querer, quando ganha visibilidade na mídia ao acenar para a filiação de um dos governadores. Ele é estrategista, usa o que tem de melhor, hoje, muito bem avaliado nos meios políticos para fazer das tratativas a melhor possível”, comentou.

Na opinião de especialistas em política, Kassab joga bem, mas, pode derrapar também quando a sede é demais. Foto: Arquivo Pessoal

 

Segundo o que a reportagem conseguiu extrair nos meios políticos foi de que o secretário, na verdade, quer é ser candidato ao governo de São Paulo (matéria publicada em primeira mão pelo Impresso Brasil), no entanto, esbarra no bolsonarismo, principalmente na ideia posta de que Flavio Bolsonaro será o nome que irá concorrer nas eleições de outubro deste ano. “Isso foi um balde de água para o Kassab que esperava que o Tarcísio de Freitas fosse o candidato e ele seria o nome indicado para substituí-lo, mesmo estando distante de qualquer pesquisa. Com mais de 200 prefeitos em todo o Estado, centenas de vereadores e deputados, não seria difícil ele subir rápido nas pesquisas”, analisou.

 

Cavalcante disse ainda que Kassab sempre quando pode procura cutucar o governador para se desvencilhar do bolsonarismo, o que lhe garantia, em partes, uma situação favorável nesta concorrida corrida eleitoral. “O Tarcísio seria o candidato a presidência e, ele, a governador, por enquanto, essa ideia está descartada, Kassab sonha, até em ser vice, pensando depois, em 2030 ser o candidato majoritário. Na opinião do especialista, o vacilo de Kassab pode estar nas negociações que estão sendo feitas a nível nacional. “Haja vista que os partidos da direita que estão com Bolsonaro também não aceitam certas imposições ou a maneira que Kassab vem jogando, se desvencilhando da ala da direita, anunciando nomes e se aproveitando do cargo que ocupa. Essas atitudes, desagrada à cúpula bolsonarista, favorecendo inclusive uma eventual candidatura de André do Prado, haja vista que as atitudes de Kassab, afasta até a possibilidade do vice Felício Ramuth de continuar dentro da parceria entre Tarcísio e Ramuth”, observou.

 

A última de Kassab, foi falar que Tarcísio não pode ser submisso às vontades da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que (Tarcísio) precisa ter sua personalidade. Em resposta, o governador respondeu na sexta-feira (30), durante evento em São Paulo que sua decisão de disputar à reeleição no Estado, não configura submissão à família Bolsonaro e sim respeito. “Estender a mão quando a pessoa está na pior, quando precisa da sua ajuda, no momento em que perdeu o poder, quando está privada da sua liberdade, não se trata de submissão e sim de estender à mão”, retrucou Tarcísio sobre as declarações de Kassab.

Kassab pode estar indo com sede demais ao pote, podendo ser seu erro fatal. Foto: Pedro França

 

Em conversa em off com um político da Capital, foi analisado que o presidente do PSD, Gilberto Kassab se preparou para ser o candidato a governador, por isso, fez da sua legenda a maior do Estado. “O Kassab se preparou para ser o candidato ao governo de São Paulo. Ele fez do PSD o maior partido do território paulista com 206 prefeitos espalhados entre as 645 cidades, essa posição lhe garante foro nas decisões políticas”, disse.

 

O cargo que Kassab possui no Palácio dos Bandeirantes foi surreal na ajuda para construir um dos maiores, senão o maior partido do Brasil. “Ali, ele recebe prefeitos e libera verbas, além de atuar diretamente nas negociações de projetos de lei com representantes da Alesp, isso proporciona visibilidade do cargo e autonomia, ele em muitos casos representa o Tarcísio em agendas no interior, por exemplo, faz contato direto com políticos e se aproveita de potenciais políticos para se filiar no PSD”, comentou.

 

Presidente da Alesp:

Quem já ouviu o ditado: “quem tanto quer nada tem“. Talvez não se encaixe na vida de Gilberto Kassab, por tudo aquilo que já conquistou e o que construiu ao longo da sua carreira política. Mas, ganância ou a vontade pelo poder às vezes cria situações adversas para quem quer se aproveitar do limão e dele fazer a sua própria limonada. Essa metáfora sobre resiliência e otimismo, significa transformar situações difíceis, problemas ou infortúnios do limão-azedo em oportunidades, aprendizados ou algo positivo. Neste caso, se encaixa nas condições políticas do deputado André do Prado, com possibilidades boas de ser o escolhido numa eventual candidatura a vice.

 

Estar ao lado de Bolsonaro, falar dele e lutar em defesa daquilo que o líder defende será importante para André do Prado subir na opinião pública. Foto: Arquivo Pessoal

 

As declarações de Kassab sobre Tarcísio de Freitas ser submisso ao ex-presidente Jair Bolsonaro pegou mal, sua atuação junto ao governo do Estado, onde mais se beneficiou do que o próprio partido do governador, o Republicanos, além de pouco ajudar nas questões mais emblemáticas envolvendo o clã bolsonarismo acabou se tornando críticas da ala direitista que vê em Kassab um oportunista dentro do governo Tarcísio. “Ele mais se beneficiou do que ajudou. Precisa colocar na balança e ver se realmente precisa do Kassab ou se o Kassab precisa da ala da direita. Ele pode filiar quem quiser, mas, só vão existir duas candidaturas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flavio Bolsonaro (PL), ou algum outro nome da direita escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, caso haja substituição”, aposta o político da Capital que conversou em off com a reportagem.

 

Este embate político abre caminhos para o presidente da Alesp André do Prado ganhar forças como possível candidato a vice-governador no lugar do Felício Ramuth ou do próprio Gilberto Kassab. O Partido Liberal (PL), de Valdemar Costa Neto, sonha com isso, mas sabe que precisa negociar muito bem para enfrentar essas condições de vaidade de Kassab que não quer perder o espaço no governo paulista.

 

O deputado André do Prado espera uma decisão de Valdemar sobre o seu futuro. “Esse é o momento adequado para avançar nas tratativas, se o André fizer isso, será o nome para concorrer a vice-governador, as chances são boas, porém, precisa aparecer mais, ter uma assessoria de marketing boa e ganha visibilidade”, concluiu.

 

 

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