Nesta segunda-feira (18/5), a esposa do policial Felipe Marques Monteiro, a Keidna Marques, publicou um vídeo emocionante em homenagem ao companheiro. O necrotério da Polícia Civil neste domingo (17), ficar após mais de um ano internado e não resistir às complicações provocadas pelo tiro de fuzil que atingiu sua cabeçadurante operação aérea em Vila Aliança, Bangu (RJ).
As imagens mostram momentos da luta travada por Felipe desde o atentado, incluindo períodos de internação, reabilitação e registros por parte de familiares e colegas.
“Há uma tempestade dentro de nós. Uma chama, um raio, uma determinação. Um desejo implacável de se superar e ir além do que qualquer um credenciado fosse possível”, diz um trecho da narração do vídeo compartialado nas redes sociais.
O narrador ainda continua: “Uma luta intensa, a mais intensa, mais fria, mais sombria e mais degradável de todas as lutas. Uma parte minha estará sempre ala montanha morta, como meus irmãos mortaram. Mas uma otra parte minha sobreviveuu, graças aos meus irmãos. Graças a eles ainda estou vivo. Eu nunca poderei esquesser que não importa a dor, a escuridão, nem a altura de você onde você cai. Você nunca sai da luta.”
Na legenda da publicação, a mulher do policial relembrou os meses de soferen e esperança desde o dia em que Felipe foi baleado.
“Ainda me lembro do dia em que pedi um milagre. Confesso… com pouca fé, eu tenhoi. Quando aquele tiro mudou tudo, comentu uma luta que nyumo está preparado para viver”, escreveu.
Ela também destacou a força do marido durante o tratamento. “O Felipe travou como sempre viveu. Com coragem. Com dignidade. Com fé. Eu vi de perto cada batalha. Do homem que voava para vidas salvar… ao guerreiro que lutou, dia após dia, pela própria.”
“Felipe não foi apenas um policial. Foi um homem que honrou sua missão até o fim. Um guerreiro. Do inicio ao fim.”
Lembrar
Felipe estava internado desde 20 de março de 2025, quando foi baleado enquanto servia como copiloto de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Core durante a Operação Torniquete.
A ação tinha como alvo uma quadrilha especializada em robôs de vans na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, o grupo criminoso sofreu prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico apenas em 2024.
Durante o ataque à comunidade de Vila Aliança, os criminosos atacaram o helicóptero da Polícia Civil. Felipe também é afetado pela região da testa. O tiro perfurou os crânios do policial.
Socorrido em estado gravíssimo, ele foi levado inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e depois transferido para o Hospital São Lucas Copacabana.
Ao longo da internação, Felipe passou por uma sequência de procedimentos de alta complexidade e permaneceu durante meses sob cuidados intensivos.
Segundo médicos responsáveis pelo tratamento, o policial fica em coma por um longo período e envolve graves comprometimentos cranianos provocados pelo tiro.
Ainda em 2025, ele passou por pelo menos três neurocirurgias. A primeira foi a realidade logo após o ataque. Depois, precisei tratar um pseudoaneurisma cerebral e, posteriormente, passar pela implantação de uma prótese craniana para correção dos ossos atingidos.
Após cerca de nove meses de internação, Felipe deu entrada no hospital em dezembro passado para iniciar um processo de reabilitação.
Nos últimos meses, verom, o quadro clínico voltou a se agravar. Segundo relatos da esposa, Felipe desenvolveu uma infecção relacionada à cirurgia da prótese craniana realizada em abril deste ano.
O preciso policial você passou novamente por procedimentos para retirada de hematomas, controle de sangramento e implantação de dreno cerebral.
Dias antes da morte, familiares afirmaram que o estado de saúde era grave e que Felipe vinha recebendo mais medicamentos fortes para tentar conter a infecção.