Mais um escândalo envolvendo a atual administração brasileira, principalmente quando se trata de desenvolvimento no sistema de tecnologia e inovação.
A matéria abaixo é de autoria do Portal Guia do Tocantins.
A Finep, agência do Ministério da Ciência e Tecnologia, interrompeu o projeto de construção de um foguete brasileiro após descobrir falhas graves na prestação de contas de R$ 24,5 milhões pela empresa Akaer. O programa visava criar um transportador de satélites com investimento total de R$ 180 milhões, mas foi paralisado diante da falta de transparência sobre o uso do dinheiro público repassado.
O problema estourou após a agência transferir R$ 41,3 milhões em uma única parcela para a Akaer, que deveria dividir os recursos com empresas parceiras. Documentos revelados mostram que apenas R$ 16,7 milhões tiveram o uso devidamente explicado, deixando o restante do montante sem qualquer detalhamento. Diante do silêncio da empresa sobre as irregularidades, o contrato foi cancelado e a devolução integral foi exigida.
A situação é ainda mais complicada porque startups que participavam do projeto, como a Acrux, relataram que ficaram meses sem receber os repasses combinados. O fundador da parceira afirmou que a falta de verba gerou atrasos em salários e pagamentos de fornecedores, inviabilizando o trabalho. O caso agora está nas mãos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Enquanto a Finep aponta dificuldades na gestão financeira da empresa líder, a Akaer se defende dizendo que agiu com ética e responsabilidade, embora não tenha explicado as falhas nas contas. O foguete Montenegro MKI, que teria dez metros de altura e levaria tecnologia nacional ao espaço, agora depende do desfecho dessa investigação administrativa para sair do papel.