Depois de mais de um mês, a Câmara Municipal de São Paulo, o maior parlamento municipal do Brasil, retomará os trabalhos na próxima terça-feira (4). Os 55 vereadores voltam em meio a novidades e em certo clima de indisposição com o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O foco principal está na aprovação da Lei Orçamentária Anual, a LOA, que determina quanto o poder público terá em caixa para fazer os investimentos na cidade no ano que vem.
Aprovada antes da pausa, a chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que serve de “rascunho” para o orçamento final, estima que a capital paulista tenha à sua disposição R$ 128,9 bilhões, representando aumento de 20,1% em comparação ao aprovado em 2024 (R$ 107,3 bilhões). Entretanto, esse foi o ponto de discórdia entre o Executivo, pois o prefeito na semana passada vetou 127 das 137 emendas apresentadas, até mesmo de integrantes de sua base.
Por motivos de segurança, quem for visitar o prédio do legislativo paulistano precisa passar por detectores de metais. Instaladas como teste, eles já impediram a entrada de objetos como facas e soco-inglês. Outra grande novidade a ser implantada é uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) para auxiliar os parlamentares na formatação e até na sugestão de Projetos de Lei.