No clássico Atlas Shrugged, da filósofa e escritora Ayn Rand, há uma pergunta simbólica que ecoa em momentos de crise: o que acontece quando aqueles que sustentam o mundo deixam de acreditar no sistema que os oprime?
A metáfora de Atlas carregando o peso do mundo nos ombros revela uma sociedade onde o excesso de burocracia, o intervencionismo e decisões políticas desconectadas da realidade sufocam a produtividade, o empreendedorismo e a inovação. A pergunta inevitável é: não estamos, em certa medida, vivendo algo parecido no Brasil?
Num ambiente político que muitas vezes parece distópico, dominado por disputas ideológicas e interesses eleitorais imediatos, quem está realmente discutindo o essencial?
• Quem está disposto a enfrentar o debate sério sobre gestão pública eficiente?
• Quem terá coragem política para promover corte real de gastos improdutivos?
• Quando o país voltará a colocar como prioridade a competitividade da indústria nacional?
• Até quando empresários e trabalhadores carregarão uma das maiores cargas tributárias do mundo emergente?
• E, principalmente: quando o Brasil entenderá que crescimento econômico depende de ambiente favorável ao investimento e não de improvisos fiscais?
Enquanto o debate público se perde em narrativas e polarizações, a realidade econômica cobra sua fatura. Países que competem com o Brasil no cenário global avançam com políticas claras de produtividade, inovação, desburocratização e estímulos ao setor produtivo.
Aqui, ao contrário, muitas vezes o Estado cresce enquanto a eficiência diminui.
A provocação que Atlas nos deixa é simples e poderosa: até quando aqueles que produzem continuarão sustentando um sistema que frequentemente penaliza quem gera riqueza e emprego?
O Brasil precisa urgentemente retomar uma agenda baseada em pilares objetivos como a gestão pública eficiente, responsabilidade fiscal, redução de impostos, estímulo à indústria e segurança para quem investe.
A questão central não é ideológica. É de sobrevivência econômica.
Porque, no fim das contas, a pergunta que paira sobre o país é direta: o Brasil quer competir no mundo ou continuará refém dos desfavores que interesses políticos impõem à própria nação?
O Brasil não precisa de discursos que sustentem o peso da política; precisa de coragem para aliviar o peso do Estado sobre quem produz.
Estamos cansados de projeto de poder. Queremos projeto de Governo.