Em maio, vendas no varejo variam 0,1%

Em maio de 2026, o volume de vendas no comércio varejista variou 0,1% frente a abril, na série livre de influências sazonais, após queda de 1,6% em abril de 2026. Com isso, a média móvel trimestral variou -0,2% no trimestre encerrado em maio de 2026 após apresentar estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em abril de 2026.

PeríodoVarejoVarejo Ampliado
Volume de vendasReceita nominalVolume de vendasReceita
nominal
Maio / Abril*0,10,1-0,20,4
Média móvel trimestral*-0,20,8-0,30,4
Maio 2026 / Maio 20250,44,4-0,62,3
Acumulado 20261,74,21,33,0
Acumulado 12 meses1,44,80,12,8
*Série COM ajuste sazonal   
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas 

Frente a maio de 2025, o volume de vendas do varejo variou 0,4%, após alta de 1,0% em abril. No ano, o varejo acumula alta de 1,7% e, nos últimos 12 meses, de 1,4%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em maio mostrou variação de -0,2% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 0,7% em abril de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado variou –0,3% no trimestre encerrado em maio de 2026, após registrar variação de 0,1% no trimestre encerrado em abril.

Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado recuou –0,6% após crescimento de 1,4% em abril de 2026. No ano, o indicador avança 1,3% e, nos últimos 12 meses, 0,1%.

A alta no volume de vendas do comércio varejista na passagem de abril para maio de 2026, na série com ajuste sazonal, teve cinco taxas positivas e três negativas. No campo positivo, destacaram-se Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%), Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%).

No campo negativo, figuraram Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%). No comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças (1,8%) e Material de construção (2,1%) também cresceram.

Tabela 1 – BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Maio 2026
ATIVIDADESMÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS
DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
MARABRMAIMARABRMAINO ANO12
MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)0,8-1,60,14,01,00,41,71,4
1 – Combustíveis e lubrificantes5,0-5,91,17,81,72,02,31,2
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo-1,31,4-1,50,90,9-0,51,20,5
       2.1 – Super e hipermercados-1,21,9-2,00,90,8-0,41,20,7
3 – Tecidos, vest. e calçados0,20,03,12,9-2,83,50,1-0,5
4 – Móveis e eletrodomésticos-1,0-1,02,76,32,61,73,03,8
       4.1 – Móveis-0,2-3,4-2,8-3,7-4,8
       4.2 – Eletrodomésticos8,84,73,45,57,0
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria0,0-0,11,47,24,52,74,34,7
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria1,54,015,29,20,022,52,91,8
7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação4,8-4,3-1,722,56,7-4,16,16,9
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico4,3-5,0-0,311,1-3,0-2,60,51,5
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)-0,1-0,7-0,26,51,4-0,61,30,1
9 – Veículos e motos, partes e peças-0,7-0,51,812,52,72,21,2-3,1
10- Material de construção1,8-2,62,18,1-0,4-1,8-1,0-2,1
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo   8,92,1-7,70,90,3
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas      
(1) Séries com ajuste sazonal.
(2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.     
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10    
    

Frente a maio de 2025, cinco atividades registram crescimento

Na comparação entre maio de 2026 com o mesmo mês do ano anterior, houve cinco atividades no campo positivo e três no campo negativo para o varejo: Livros, jornais, revistas e papelaria (22,5%), Tecidos, vestuário e calçados (3,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,7%), Combustíveis e lubrificantes (2,0%), Móveis e eletrodomésticos (1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,1%).

Tabela 2 – BRASIL – INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Maio 2026
ATIVIDADESMÊS/MÊS
ANTERIOR (1)
MÊS/IGUAL MÊS
DO ANO ANTERIOR
ACUMULADO
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
Taxa de
Variação (%)
MARABRMAIMARABRMAINO ANO

12
MESES

COMÉRCIO VAREJISTA (2)1,21,10,16,34,24,44,24,8
1 – Combustíveis e lubrificantes11,6-2,1-0,915,413,612,48,45,2
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo0,02,8-1,02,02,82,92,84,0
       2.1 – Super e hipermercados0,13,7-2,12,12,72,92,94,2
3 – Tecidos, vest. e calçados1,40,25,66,90,57,13,93,4
4 – Móveis e eletrodomésticos-0,50,01,73,80,30,30,82,2
       4.1 – Móveis2,4-1,3-0,5-1,3-2,0
       4.2 – Eletrodomésticos4,20,90,61,43,5
5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria0,3-0,12,013,19,87,99,89,9
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria1,0-1,220,012,92,926,26,66,4
7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação5,8-3,9-0,120,97,4-2,15,65,9
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico4,8-4,40,115,51,22,14,65,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)1,0-0,30,47,93,62,33,02,8
9 – Veículos e motos, partes e peças-0,4-0,71,813,13,32,21,8-1,5
10- Material de construção1,9-1,52,611,93,72,72,61,1
11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo   6,51,2-6,2-0,11,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas       
(1) Séries com ajuste sazonal.     
    

O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou alta de 22,5% nas vendas frente a maio de 2025, após estabilidade (0,0%) em abril. O resultado representou a maior alta para o setor desde setembro de 2022, quando havia registrado 31,0%. Na leitura mês contra mesmo imediatamente anterior, dessazonalizada, a atividade cresceu 15,2% na passagem de abril para maio, superior a todos os resultados desde março de 2025 (25,8%). No acumulado do ano, a atividade acumula alta de 2,9% e, nos últimos 12 meses, de 1,8%.

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados registrou alta de 3,5% na comparação com maio de 2025, depois de queda de 2,8% em abril. Ao longo do ano de 2026, o setor vem alternando, para este indicador, meses de crescimento e de baixa: +1,4% em janeiro, -5,8% em fevereiro e +2,9% em março. Ainda na leitura interanual, a atividade exerceu a segunda maior influência no campo positivo (juntamente com Combustíveis e lubrificantes), adicionando 0,2 p.p. ao total de 0,4% do varejo. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi de alta de 3,1%, terceiro ponto não-negativo consecutivo (0,2% em março e 0,0% em abril). O resultado acumulado do ano está 0,1% acima do mesmo período de 2025; em 12 meses, a atividade registra perdas de 0,5% em relação aos doze meses anteriores.

O agrupamento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria teve variação de 2,7% em maio de 2026 frente ao mesmo mês do ano anterior, sucedendo alta de 4,5% em abril e chegando a 39 meses de crescimento ininterrupto para este indicador. Com isso, o setor contribui com 0,3 p.p. ao total do varejo (0,4%), sendo a maior influência dentre os oito setores. Na margem, o segmento cresceu 1,4% entre abril e maio, invertendo resultado no campo negativo no mês anterior (-0,1%). Considerando o período acumulado, a atividade registra alta de 4,3% no ano, enquanto nos últimos 12 meses os ganhos estão em 4,7% em relação aos doze meses anteriores.

No segmento de Combustíveis e lubrificantes, as vendas ficaram 2,0% acima do patamar de maio de 2025, ante alta de 1,7% em abril e terceiro mês seguido de crescimento (7,8% em março). A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo (junto com Tecidos, vestuário e calçados), somando 0,2 p.p. ao total de 0,4%.  Em relação ao mês anterior, a série com ajuste sazonal apontou alta de 1,1%, invertendo queda de 5,9% apresentada em abril. No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 2,3%, mesmo patamar dos dois meses anteriores (2,5% até março e 2,3% até abril); no acumulado em 12 meses, o resultado também indica ganhos: 1,2% até maio de 2026.

O setor de Móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 1,7% nas vendas frente a maio de 2025, após crescer 2,6% em abril e 6,3% em março, totalizando três meses consecutivos de aumento no volume de vendas em relação a 2025. Na leitura mês contra mês imediatamente anterior, dessazonalizada, a atividade volta a crescer (2,7% de abril para maio) após cinco meses seguidos registrando taxas no campo negativo. No acumulado do ano, a atividade demonstra ganhos de 3,0% até maio e de 3,8% nos últimos 12 meses.

A atividade de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou queda de 0,5% na comparação com maio de 2025, depois de sete meses apresentando resultado não negativos (o último mês a apontar queda foi setembro de 2025: -0,6%). Além disso, o setor teve a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo (juntamente com Outros artigos de uso pessoal e doméstico), com -0,2 p.p. na composição da taxa global de 0,4%. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi queda de 1,5%, revertendo em amplitude o ponto positivo de abril (1,4%). O resultado acumulado aponta alta de 1,2% no ano; em 12 meses, a taxa mostra ganhos de 0,5%.

O agrupamento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico teve variação de -2,6% em maio de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado, sucedendo queda de 3,0% no mês anterior (em março o setor apresentou aumento de 11,1%). A atividade teve a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo (no mesmo patamar que Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo), com -0,2 p.p. na composição da taxa global de 0,4%. Na margem, o segmento variou -0,3% entre abril e maio, após queda de 5,0% em abril. Considerando o período acumulado, a atividade registra alta de 0,5% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra ganhos de 1,5%.

No segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, as vendas ficaram 4,1% abaixo do patamar de maio de 2025, revertendo trajetória de crescimento de dois meses anteriores (22,5% em março e 6,7% em abril). Em relação a abril, a série com ajuste sazonal apontou queda de 1,7%, segunda consecutiva (-4,3% em abril frente a março). No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 6,1%; no acumulado em 12 meses, o resultado também indica alta: 6,9% até maio.

A leitura positiva também apareceu no varejo ampliado para Veículos e motos, partes e peças (2,2%), mas foi negativo tanto em Material de construção (-1,8%) quanto em Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,7%).

O setor de Veículos e motos, partes e peças apresentou alta de 2,2% nas vendas frente a maio de 2025, terceira consecutiva para este indicador (12,5% em março e 2,7% em abril). Com isso, a atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 0,4 p.p. ao total de -0,6%. Na leitura mês contra mês anterior, dessazonalizada, a atividade cresceu 1,8% na passagem de abril para maio, primeiro resultado positivo após dois meses de quedas (-0,7% em março e -0,5% em abril). No ano, a atividade acumula ganhos de 1,2% até maio e, nos últimos 12 meses, perdas de 3,1%.

A atividade de Material de construção registrou queda de -1,8% na comparação com maio de 2025, depois de variar -0,4% em abril. Ao longo do ano de 2026, na comparação interanual, apenas o mês de março registrou crescimento no volume de vendas (8,1%). Frente ao mês imediatamente anterior, descontados os efeitos sazonais, o resultado foi de alta de 2,1%, revertendo queda de 2,6% em abril com relação a março. O resultado acumulado aponta queda de 1,0% no ano. Em 12 meses, o setor também registra perdas: 2,1% até maio de 2026.

O agrupamento de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo teve variação de -7,7% em maio de 2026 frente ao ano passado, sucedendo alta de 2,1% no mês anterior. A atividade teve a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo ampliado, somando -1,1 p.p. na composição da taxa global de -0,6%. Considerando o período acumulado, a atividade registra alta de 0,9% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra variação de 0,3%.

Comércio varejista registra avanço em 11 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de abril para maio de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou crescimento em 11 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Distrito Federal (1,6%), Acre (1,5%), Alagoas (1,5%) e Paraíba (1,5%).

Por outro lado, pressionando negativamente figuraram 16 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (-3,4%), Roraima (-3,4%). Amazonas (-2,8%) e Goiás (-2,8%).

Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 12 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (8,7%) e Espírito Santo (3,2%).

No lado negativo, figuraram 12 Unidades da Federação, com destaque para: Mato Grosso (-5,1%), Maranhão (-4,7%) e Goiás (-3,9%). Distrito Federal, Roraima e Rondônia mostraram estabilidade (0,0%) no indicador da margem.

Frente a maio de 2025, o comércio varejista mostrou avanço em 12 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (12,3%), Pernambuco (7,4%) e Santa Catarina (7,0%).

No lado negativo, figuraram 14 Unidades da Federação, com destaque para: Amazonas (-4,5%), Rondônia (-3,5%) e Espírito Santo (-2,9%). Maranhão mostrou estabilidade (0,0%) na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior.

Já no comércio varejista ampliado, a variação entre maio de 2025 e maio de 2026 teve 19 das 27 Unidades da Federação apresentando crescimento, com destaque para: Tocantins (14,3%), Espírito Santo (7,1%) e Distrito Federal (6,3%).

No campo negativo, figuraram 8 Unidade da Federação, destacando-se São Paulo (-6,4%), Mato Grosso (-3,6%) e Amazonas (-3,2%).

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