El Niño em SC: TJ repassa R$ 24,8 milhões à Defesa Civil

Aquecimento do oceano tende a dificultar a migraçãoFoto: Reprodução/Climatempo/ND Mais

O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) vai enviar R$ 24,8 milhões à Defesa Civil para ajudar nas ações de prevenção e resposta ao El Niño e seus impactos climáticos.

O valor vem dos rendimentos financeiros gerados pelos precatórios estaduais investidos em instituições financeiras. Segundo o órgão, o repasse é uma forma de continuar a “trajetória de cooperação institucional” em situações de emergência, inclusive climática.

Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão Entre no grupo

Santa Catarina se prepara para minimizar possíveis impactos do El Niño, fenômeno confirmado na última semana e associado a eventos climáticos extremos, como temporais e inundações.

Desde maio, o governador Jorginho Mello (PL) e prefeituras anunciam pactos com medidas preventivas, para diminuir o risco em áreas frequentemente afetadas e melhorar o auxílio aos moradores em caso de emergência.

Quais serão os impactos em SC?

Mesmo que confirmado pela agência climática NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, na tradução da sigla), é necessário esperar o avanço do El Niño para prever os seus efeitos.

O fenômeno é associado ao risco de enxurradas, deslizamentos e inundações em Santa Catarina. Os eventos devem se concentrar nos meses da primavera, entre setembro e novembro, quando a precipitação já é alta.

Especialistas em clima projetam desde abril o risco da formação de um Super El Niño. Se confirmado, seria o evento mais forte em 140 anos, com impactos em diversas regiões do mundo.

O que é o El Niño?

O El Niño acontece quando há aquecimento superior a 0,5ºC em uma área do Oceano Pacífico Equatorial chamada Niño 3.4. No entanto, isso não basta para determinar os seus efeitos.

É preciso existir interação entre a temperatura e a atmosfera, além de previsão de continuidade do fenômeno –isso inclui o risco de as águas seguirem aquecendo.

 

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS