As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Neste ano, de janeiro até o dia 2 deste mês, Santa Catarina registrou 8.418 mortes por doenças cardiovasculares.
Dessas, 1.806 foram por infarto agudo do miocárdio e 697 por AVC (Acidente Vascular Cerebral). Durante todo a no passado, foram 13.967 mortes – 3.023 por infarto e 1.243 por AVC).
Muitas vezes silenciosas, as doenças do coração se instalam em meio a rotinas agitadas, más escolhas alimentares, sedentarismo e estresse crônico. A boa notícia é que grande parte desses problemas pode ser evitada com atitudes simples: manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial, não fumar e reservar tempo para o descanso e o lazer.
Além da responsabilidade individual, há também o desafio social. O aumento dos casos de problemas cardiovasculares pressiona os sistemas de saúde, gera custos elevados com internações e tratamentos e impacta diretamente a produtividade da população.
Investir em prevenção não significa apenas salvar vidas, mas também reduzir desigualdades no acesso à saúde e garantir que mais catarinenses tenham a oportunidade de viver com qualidade e dignidade.
Hoje, dia 29 de setembro, é celebrado o Dia Mundial do Coração. E mais do que números e estatísticas, é preciso falar de qualidade de vida. Cuidar do coração é investir em longevidade ativa, em mais anos para conviver com quem amamos, em mais energia para realizar sonhos.
É também um compromisso coletivo: governos, instituições e comunidades precisam se engajar em políticas públicas, campanhas educativas e acesso à saúde preventiva.
Que esta data seja um lembrete de que cada batida conta. Proteger o coração é proteger a vida em todas as suas dimensões – físicas, emocionais e sociais. Não podemos mais relegar para segundo plano os cuidados com o nosso coração. Façamos do cuidado com ele uma prática cotidiana, com uma vida mais equilibrada, saudável e consciente.