Informar com profundidade, contextualizar com responsabilidade e fiscalizar com rigor são compromissos centrais do jornalismo. É a partir desses princípios que o Núcleo de Dados do Grupo ND apresenta, mais uma vez, o levantamento anual sobre os parlamentares catarinenses em Brasília, um trabalho que vai além da cobertura cotidiana e se dedica a transformar dados públicos em informação acessível e relevante para a sociedade.
Nesta edição, o cruzamento de bases oficiais revela a dimensão dos recursos envolvidos na representação política. Em 2025, os 16 deputados federais de Santa Catarina custaram R$ 40,7 milhões aos cofres públicos, enquanto os três senadores somaram R$ 19,2 milhões em despesas. São valores expressivos, sustentados pelo contribuinte, que por si só justificam o acompanhamento atento e sistemático de como esse dinheiro é aplicado.
Mas o levantamento não se limita ao custo. Ao analisar presença em plenário, participação em comissões, número e tipologia de propostas, o estudo também lança luz sobre a atuação parlamentar. Mais do que quantificar, o objetivo é qualificar o debate, entender não apenas quanto se gasta, mas como se trabalha e com que resultados.
Os dados mostram uma realidade complexa. Há diferentes perfis de atuação, estratégias distintas no uso das estruturas de gabinete e variações relevantes na produção legislativa.
Ao mesmo tempo, revelam padrões conhecidos, como o peso significativo das folhas de pagamento, a centralidade da cota parlamentar e os desafios para transformar propostas em resultados concretos.
Também evidenciam contrastes, como a alta presença em plenário frente à menor participação nas comissões, onde grande parte do trabalho legislativo se desenvolve.
Mais do que expor números, este levantamento busca estabelecer um parâmetro objetivo para a avaliação da vida pública. Ao organizar e comparar dados, o Grupo ND oferece ao leitor ferramentas concretas para ir além da percepção e formar juízo próprio sobre o desempenho de seus representantes.
Em um ambiente marcado por discursos, versões e disputas políticas, a informação qualificada, ancorada em dados, é o que permite transformar acompanhamento em controle e interesse em participação. É nesse ponto que o jornalismo cumpre sua função mais essencial.