O SUS (Sistema Único de Saúde) completou 35 anos da última sexta-feira (19) consolidado como o maior sistema público e gratuito de saúde do mundo. Por meio dele, qualquer pessoa tem acesso a atendimento de emergência, consultas, exames e cirurgias sem ter que pagar pelo serviço. Um exemplo de cuidado com o cidadão, que deve ser valorizado, ressaltado, respeitado e defendido.
Antes da implementação do serviço, em 1986, apenas os trabalhadores vinculados à Previdência Social recebiam atendimento em hospitais públicos – eram cerca de 30 milhões de beneficiados. Para o restante da população, a alternativa eram os serviços de caridade ou filantrópicos ou, ainda, o pagamento direto, como ocorre até hoje em outros países.
Atualmente, mais de 162 milhões de brasileiros utilizam exclusivamente o SUS para os cuidados com a saúde – o que representa 76% da população. O SUS promove 2,8 bilhões de atendimentos ao ano e tem à disposição mais de 3,5 milhões de profissionais em atuação.
O SUS é referência em atendimento gratuito e se destaca também quando o assunto é produção e distribuição de vacinas, transplante de órgãos, doação de sangue, hemodiálise, bancos de leite e oferta de medicamentos – incluindo os de alto custo e para doenças raras, além dos tratamentos oncológicos, reabilitação dos pacientes e cuidados paliativos.
Nessa trajetória de sucesso, incluem-se ainda a criação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o programa Brasil Sorridente, e o programa Mais Médicos, entre tantos outros.
O governo federal agora investe no fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde e a expectativa agora é que em até dez anos 70% das necessidades do SUS em medicamentos, equipamentos e vacinas sejam produzidos no país.
Outro desafio para o sistema está no tempo de fila de espera para as consultas, exames, diagnósticos e cirurgias eletivas. Para essa questão, o governo aposta no programa Agora Tem Especialistas, que é focado nas áreas estratégicas de oncologia, cardiologia, ginecologia, ortopedia e otorrinolaringologia; e na expansão do telessaúde, que pode reduzir em até 30% o tempo de espera por atendimento especializado no SUS.
Além disso, prevê entrega de unidades básicas de saúde, salas de teleconsulta, unidades odontológicas móveis, policlínicas, maternidades e Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e ambulâncias.
O Sistema Único de Saúde deve ser motivo de orgulho. Por tudo o que oferece e por ser gratuito, é a maior conquista social do Brasil.