Florianópolis está, gradativamente, se livrando de um incômodo que há anos prejudicava a paisagem urbana e colocava em risco pedestres, trabalhadores e até o próprio funcionamento das redes de energia e comunicação: a poluição visual e estrutural provocada por fios soltos, irregulares ou sem uso.
Quem circula pela cidade, sobretudo no Centro, percebe que os atores envolvidos nesta ação vêm atuando fortemente para solucionar de vez o problema, e os resultados são aparentes.
A limpeza, uma parceria entre Celesc, prefeitura e empresas de telecomunicações, completou um ano nesta semana. Desde então, foram retiradas impressionantes 25 toneladas de cabos inúteis dos postes da Capital. Foram quase 21 mil quilômetros de vias beneficiadas, com resultados que se percebem a olho nu: ruas mais limpas, organizadas e seguras.
É verdade que essa era uma providência aguardada há bastante tempo. Por anos, o emaranhado de fios pendurados foi símbolo de descuido e falta de coordenação entre os setores responsáveis.
Mas é igualmente verdade que a ação chegou para mostrar que, quando diferentes instituições decidem trabalhar em sintonia, a transformação acontece e, nesse caso, com resultados bastante satisfatórios.
Mais do que um mutirão de limpeza urbana, trata-se de um exemplo de cooperação que traz ganhos imediatos e, espera-se, duradouros. Os riscos para quem circula a pé ou trabalha manuseando a rede elétrica, por exemplo, diminuem. Além disso, a eficiência das manutenções aumenta e o aspecto visual da cidade se aproxima daquilo que os moradores merecem e do que os visitantes esperam.
O mérito é de todos os envolvidos: da gestão municipal, que assumiu a tarefa com determinação; da Celesc, que mobilizou equipes e recursos; e das empresas de telecomunicação, que participaram ativamente do processo. Se o começo demorou, o ritmo agora compensa.
E que este seja apenas o início de uma política permanente, capaz de manter Florianópolis livre da desordem e mais próxima de sua beleza natural, sem cabos soltos atrapalhando a paisagem.