O levantamento da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia) que colocou Florianópolis como a segunda cidade do país em maior participação do setor de tecnologia no PIB (Produto Interno Bruto), com 25% – a primeira entre as capitais brasileiras – é motivo de orgulho.
Atualmente, são mais de 6.000 empresas de tecnologia, que faturam anualmente, em média, R$ 12 bilhões – a maior parte vindos de micro e pequenas empresas com perfil B2B (empresas que vendem serviços ou produtos para outras empresas). Para se ter uma ideia, em 2010 eram 600 empresas de tecnologia na Capital.
Ser referência no Sul do país e entre as capitais é resultado de um esforço iniciado na década de 1980, quando a UFSC fundou o Polo de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica, um centro de excelência em engenharia mecânica; com a inauguração da Certi (Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), que teve papel crucial na pesquisa e desenvolvimento tecnológico na região; e com a criação da própria Acate, que promoveu a articulação entre empresas, centros de ensino e pesquisa, além de agências de financiamento. Ações pioneiras, que contribuíram para que Florianópolis se consolidasse como centro de inovação e se tornasse a “Ilha do Silício”, em alusão ao Vale do Silício californiano.
Reconhecimentos como este impulsionam o crescimento da cidade, atraindo investimentos de empresas de tecnologias, startups e multinacionais, que tendem a preferir polos consolidados, assim como os fundos de capital.
O setor também contribui para a geração de empregos qualificados – não é preciso mais ir para centros maiores para trabalhar após a formatura – a oferta de vagas de emprego nas áreas de tecnologia de informação e engenharia, entre outras áreas correlatas, é crescente – tanto que a Prefeitura de Florianópolis oferece programas de capacitação que atendem pessoas com idade entre 14 e 60 anos para suprir a demanda.
Ser referência em tecnologia também fortalece o ensino e a pesquisa na Capital e estimula a criação de cursos voltados à inovação, promove o crescimento sustentável e a diversificação econômica, fazendo com que a economia da cidade dependa menos dos setores tradicionais, e estimula a melhoria urbana, o empreendedorismo e a mudança dos ambientes de trabalho, como forma de atrair e reter talentos. Que essa expansão seja contínua e que consiga agregar cada vez mais valor à nossa cidade.