Santa Catarina confirmou as duas primeiras mortes por dengue neste ano: um homem de 78 anos, em Nova Itaberaba, no Oeste; e uma mulher de 71 anos, em Itapoá, no Litoral Norte. Uma terceira morte ainda está em investigação.
O Estado também registrou o aumento de 208% no número de casos prováveis da doença nas últimas quatro semanas: de 2.260 no início de fevereiro, passou para 6.930 casos na última semana – 1.072 foram confirmados.
Em relação aos focos do mosquito Aedes Aegypti, o transmissor da dengue, Santa Catarina tem atualmente 19.145 focos. A maioria na macrorregião Norte e Nordeste (5.391). A Grande Florianópolis tem 1.865 focos. Três cidades estão em nível de emergência no mapa da Dive-SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica): Cordilheira Alta, Florianópolis e Itajaí.
Os dados acendem um sinal de alerta porque, com exceção do ano passando – quando ocorreu a antecipação da transmissão para janeiro e fevereiro -, os picos de transmissão no Estado ocorrem entre os meses de abril e maio.
Por isso, a tendência é que esses números sofram alterações para mais. As chuvas e as temperaturas elevadas típicas do verão são o ambiente ideal para a proliferação do mosquito. O vírus da dengue segue circulando, e novas epidemias podem ocorrer se a prevenção for negligenciada.
Combater a dengue, que no ano passado matou 340 catarinenses e levou o governo do Estado a decretar situação de emergência, é um grande desafio, porque, mesmo exigindo medidas simples, depende do trabalho e de uma união de esforços: do Ministério da Saúde, dos Estados, dos municípios, de cada comunidade.
Evitar o acúmulo de água parada, limpar calhas, tampar caixas d’água, armazenar pneus em locais cobertos, colocar areia nos vasos de plantas e descartar corretamente lixo e entulhos são ações simples, mas que causam grande impacto.
Dez minutos dedicados por semana, de acordo com o Ministério da Saúde, podem ajudar na redução de focos e, consequentemente, na diminuição dos casos prováveis, dos casos confirmados, das internações pela doença, e das mortes. A dengue é uma doença grave, que pode levar à morte. É preciso vigilância constante.