O Ministério da Saúde anunciou um conjunto de ações voltada à melhoria do diagnóstico e assistência às mulheres e à oferta de medicamentos mais modernos para o tratamento do câncer de mama.
Entre as notícias mais comemoradas, está a garantia do acesso à mamografia no SUS (Sistema Único de Saúde) a mulheres com idade entre 40 e 49 anos, mesmo que não apresentem sintomas de câncer. Antes desta medida, apenas mulheres de 50 a 69 anos tinham acesso ao exame regularmente.
A redução da idade para a mamografia, após análise e indicação médica, é um marco para a saúde pública brasileira. O exame é essencial na detecção da doença, e esta faixa etária concentra 23% dos casos da doença. Quando detectado em estágio inicial, as chances de cura aumentam significativamente – podem ser superiores a 90% e chegar a 99% em alguns casos, pois o diagnóstico precoce facilita um tratamento menos agressivo e mais eficaz.
Ampliar o acesso ao diagnóstico precoce de uma faixa etária que concentra quase um quarto dos casos de câncer de mama registrados no país é priorizar a saúde das mulheres e fortalecer o sistema público.
No ano passado, o SUS fez cerca de 4 milhões de mamografias para rastreamento de 376,7 mil exames e diagnósticos. A expectativa é que a partir de agora esses números aumentem, já que antes, as pacientes com menos de 50 anos, faziam o exame apenas após avaliação de histórico familiar ou caso já apresentassem sintomas.
Outra medida anunciada foi a ampliação da faixa etária para rastreamento ativo – quando a mamografia deve ser solicitada de forma preventiva a cada dois anos. A idade limite, que até então era de 69 anos, passará a ser de até 74 anos. Quase 60% dos casos da doença estão concentrados dos 50 aos 74 anos, e o envelhecimento é um fator de risco.
O câncer de mama é a doença mais comum e que mais mata mulheres no Brasil, com cerca de 37 mil casos por ano. É a segunda maior causa de morte por câncer no Brasil.
Às vésperas do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a doença, a notícia da redução da idade para detecção, aliada à compra de equipamentos e unidades móveis e à inclusão de medicamentos de última geração, é auspiciosa.
Mostra o interesse na saúde das pacientes e que, para o país, a saúde gratuita é um direito e não um privilégio, como deveria ser em qualquer lugar do mundo, e para todos.