A educação em Florianópolis está com o alerta aceso. O dado apresentado pelo secretário municipal da Educação, Thiago Mello Peixoto, no evento do Floripa Sustentável, de que na Capital apenas 3% dos estudantes que terminam o nono ano com conhecimento básico em matemática, é alarmante e demonstra o tamanho do desafio que precisa ser enfrentado para reverter os baixos índices municipais em todas as disciplinas.
É ponto pacífico que a piora nos números tenha sido agravada pelo período da pandemia, quando as escolas ficaram fechadas e os estudantes de todo o país tiveram de estudar em casa, quase sempre sem acompanhamento adequado e muitas vezes sem a infraestrutura apropriada em casa para acessar as aulas. Mas este período passou, e agora é hora de retomarmos o cuidado com o ensino da Capital.
A rede municipal de educação tem uma das melhores infraestruturas do país, e o investimento por aluno é o maior entre as capitais. É preciso focar na aprendizagem.
Como bem ressaltou o presidente do Conselho Municipal de Educação, Neri dos Santos, “educação é o início e o fim”. Sem educação, não há desenvolvimento econômico e social: a desigualdade aumenta, o mercado de trabalho se torna menos qualificado, a economia se torna menos competitiva, há queda na renda das famílias e a formação dos cidadãos fica comprometida, entre tantas outras questões que podem ser discutidas.
É por isso que o alerta de que o estudante tem de estar no centro do processo precisa ser levado ao pé da letra: para que este cenário comece a mudar são necessárias ações urgentes.
Isso inclui ainda a valorização do professor, a aplicação de avaliações frequentes, garantir materiais educativos e infraestrutura para o ensino de qualidade.
Os dados são chocantes e as mudanças precisam ocorrer com urgência, mas nunca é demais lembrar que esta responsabilidade não é somente da prefeitura, nem da secretaria, mas de toda a sociedade.