A última segunda-feira (11) marcou o Dia do Estudante no Brasil, uma data que está no calendário desde 1927 e que teve como ponto de partida um acontecimento de 100 anos antes: em 11 de agosto de 1827, o então imperador Dom Pedro 1º autorizou a criação das duas primeiras faculdades do Brasil, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo.
Desde a criação da data, a educação brasileira tem desafios a superar e conquistas a celebrar. Entre as principais questões relacionadas às escolas e aos estudantes brasileiros, estão as estruturais (a escola em si, falta de saneamento e transporte público – garantido por lei e ainda deficiente); e qualidade do ensino: as desigualdades regionais e socioeconômicas afetam o acesso e a qualidade da educação em todas as partes do país; e a formação e a valorização dos professores.
Em Santa Catarina e em Florianópolis, os governos estadual e municipal colocaram em prática uma série de ações para a valorização da aprendizagem.
Nas escolas estaduais, o Qualifica SC (Programa de Qualificação da Aprendizagem da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina) foca na melhoria do fluxo escolar e na elevação da proficiência acadêmica, e culmina com a aplicação de simulados e provas que ajudam a reconhecer os desafios e impulsionar a recomposição da aprendizagem.
Da mesma forma, a capital catarinense ampliou aulas de português e matemática aos estudantes de todo o ensino fundamental e implantou a educação integral para todos os quintos anos e parte dos segundos anos.
O Avalia Floripa, cujos resultados da segunda aplicação foram apresentados na última semana, reduziu em até 55% a defasagem da aprendizagem dos estudantes dos 2ºs, 5ºs e 9ºs anos.
A educação é fundamental para o desenvolvimento do país e desempenha um papel importante no combate à desigualdade social e na promoção da cidadania.
Por isso há investimentos ainda no CaTec (Programa Catarinense Técnico), que tem quase 30 mil estudantes matriculados nos 75 cursos técnicos de diversas áreas disponibilizados na rede estadual, e na EJA (Educação de Jovens e Adultos) – Santa Catarina tem dado exemplo no aumento de matrículas de estudantes acima dos 18 anos, e as indústrias têm oportunizado que seus colaboradores se qualifiquem e possam assumir cargos de mais responsabilidade.
Não menos importante é o Universidade Gratuita, que passou por adequações recentemente. Em dois anos beneficiou mais de 50 mil estudantes e transformou a realidade de pessoas que sonhavam em fazer uma graduação, mas que não teriam condições financeiras.
É claro que ainda há o que aprimorar – a Capital trabalha para melhorar os índices de aprendizagem da educação básica para voltar a estar entre as melhores. Mas oferecer educação de qualidade é oferecer uma oportunidade de futuro, e o Estado segue no caminho certo.