Em Santa Catarina, mais de 80% dos estabelecimentos rurais são de base familiar, de acordo com o IBGE e a Epagri. Isso significa que a maior parte de produção agropecuária do Estado vem de pequenas e médias propriedades conduzidas por famílias que dedicam a vida a uma produção diversificada – leite, milho, feijão, arroz, fumo, hortaliças, frutas -, além de atuar na suinocultura e na avicultura – nestes dois últimos, o Estado é líder nacional e o protagonismo é dos pequenos produtores.
Para o nosso Estado, a agricultura familiar é o centro do agronegócio, não apenas um segmento complementar. Simboliza a combinação de alimentos, geração de renda, identidade cultural, saúde e desenvolvimento regional.
Além de garantir boa parte dos alimentos consumidos pelos catarinenses, a produção das famílias rurais é a base para exportações catarinenses de carnes e derivados, um dos pilares da economia estadual.
A recente visita do presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, a Florianópolis, quando anunciou a liberação, por meio do Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar) de R$ 10,5 bilhões em crédito para a agricultura familiar estadual, demonstra a relevância do setor e o interesse do governo federal em dedicar investimentos em políticas públicas que incentivam a fixação das famílias no campo e evitam o êxodo rural.
O recurso faz parte do Plano Safra 2025/2026, programa do governo federal de crédito e fomento à agricultura, que vai disponibilizar um total de R$ 516,2 bilhões para todo o país, com juros reduzidos aos produtores.
Quem optar pelo financiamento agrícola para a produção de feijão, arroz, batata, mandioca/aipim e hortaliças terá juros de 3% ao ano. Se a plantação for agroecológica, o juro cai para 2% ao ano.
Destaque na economia – somente neste ano, Santa Catarina vai contribuir com 8,10 milhões de toneladas de grãos, acréscimo de 15% em relação ao ano passado -, a agricultura familiar tem também papel social e cultural.
Mantém as tradições de festas, culinária e formas de trabalho coletivo, por exemplo. E aliada às políticas públicas e ao apoio técnico – pesquisa, assistência técnica, sanidade e sustentabilidade -, oferece qualidade de vida aos catarinenses e ao mundo.