O Carnaval em Santa Catarina não é apenas um momento de folia e celebração, mas um verdadeiro impulsionador da economia local. A expectativa de movimentar R$ 510 milhões no Estado – crescimento de 2,4% em relação a 2024 – reflete a força desse evento como um dos principais motores do turismo e dos negócios.
Apenas Florianópolis espera receber 1 milhão de visitantes, número que se traduz em hotéis lotados, bares e restaurantes em alta demanda e uma infinidade de empregos temporários gerados pelo setor de serviços.
A ocupação hoteleira na Grande Florianópolis deve alcançar 95%, segundo a Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis). Além disso, setores como transporte, alimentação, moda e entretenimento são diretamente impactados, criando uma cadeia econômica que se estende muito além dos dias de festa.
E transforma em um cenário onde pequenos empreendedores, ambulantes e comerciantes locais encontram uma oportunidade para garantir uma renda extra.
A ampliação do Carnaval na Passarela Nego Quirido para duas noites de desfile, com 70 mil espectadores esperados, reforça o potencial do evento. Arquibancadas esgotadas em tempo recorde e o engajamento crescente das escolas de samba são sinais de que Florianópolis caminha para consolidar um modelo de Carnaval que alia tradição e retorno econômico.
Mas para que essa onda positiva continue crescendo, é fundamental investir em infraestrutura e organização. A mobilidade urbana precisa ser eficiente para que o fluxo de turistas não se transforme em um problema. A segurança deve ser prioridade, garantindo que foliões possam aproveitar a festa sem preocupações.
Além disso, ações de sustentabilidade, como gestão de resíduos, devem ser integradas à estrutura do evento. O Carnaval de Florianópolis já demonstrou que tem potencial para ir além da festa. Ele é uma vitrine da cultura local e um forte aliado da economia, movimentando setores estratégicos e gerando empregos.