Reportagem publicada na edição de ontem do jornal ND trouxe esperança à população da Grande Florianópolis que depende da rede pública de saúde para atendimento: com a futura inauguração de três novos hospitais, em Florianópolis, São José e Palhoça, estão previstos 353 novos leitos que prometem ampliar a oferta de serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) na região metropolitana.
Mais do que aliviar as estruturas hospitalares da região, os novos hospitais visam descentralizar os atendimentos e ampliar as especialidades oferecidas, além de melhorar o acesso da população aos serviços de baixa, média e alta complexidade.
Todo investimento, responsável, que vise melhorar o atendimento e a saúde da população, é sempre bem-vindo: é preciso reduzir o número de pessoas na fila de espera para consultas e exames, e a demora para cirurgias eletivas.
É preciso investir em prevenção: quanto antes os cidadãos puderem contar com o atendimento médico para começar a cuidar da saúde ou para fazer acompanhamento, mais cedo vai descobrir possíveis complicações.
Com uma rede hospitalar preparada, esse cidadão poderá passar por exames de diferentes complexidades, por procedimentos cirúrgicos, pela recuperação e retomar a vida normalmente.
Ninguém paga imposto para esperar meses por um simples exame. Muito menos para, sabendo estar com alguma doença mais grave, aguardar chegar a sua vez de um dia ser operado e ter uma sobrevida. Saúde deveria ser a prioridade de todos os governos – municipal, estadual e federal -, porque sem pessoas não há futuro.
Que os trâmites necessários para a construção da Cidade da Saúde, o novo complexo hospitalar no Norte da Ilha, sigam sem intercorrências para que as obras comecem ainda no segundo semestre deste ano; que os estudos técnicos e a licitação ocorram no prazo previsto para que a população comemore o início das operações do Complexo Hospitalar de São José, e que as obras do Hospital Regional de Palhoça avancem sem atrasos no cronograma. A saúde não pode esperar.