A construção do novo Instituto de Cardiologia de Santa Catarina representa um avanço essencial para a saúde pública no Estado. Com 245 leitos, sendo 40 de UTI, essa obra não apenas amplia a capacidade de atendimento, mas também desafoga o Hospital Regional de São José, proporcionando um serviço mais eficiente e digno para a população. O anúncio foi feito nesta semana pelo governador Jorginho Mello e pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
A necessidade dessa ampliação é evidente. Atualmente, o Instituto de Cardiologia opera dentro do Regional com 126 leitos, número insuficiente diante da crescente demanda por procedimentos cardiovasculares de alta complexidade.
A nova unidade permitirá um atendimento mais ágil e especializado, beneficiando diretamente pacientes da Grande Florianópolis e de outras regiões do Estado.
Além disso, a liberação dos leitos do Hospital Regional contribuirá para melhorar a assistência a pacientes de outras especialidades, otimizando o fluxo hospitalar e reduzindo o tempo de espera por internações.
Mais do que um novo prédio, esse investimento sinaliza uma mudança de postura no planejamento da saúde pública estadual. Por décadas, o Instituto de Cardiologia esteve abrigado em estruturas improvisadas, como no Hospital Celso Ramos e, mais recentemente, no Regional. A promessa de sua construção se arrasta há cerca de 30 anos.
A ampliação da infraestrutura hospitalar deve ser acompanhada de investimentos contínuos em profissionais de saúde, tecnologia e gestão eficiente.
Construir novas unidades é um passo importante, mas garantir seu pleno funcionamento exige recursos permanentes para manutenção e qualificação da equipe. Além disso, é fundamental que esse projeto sirva de exemplo para outras áreas da saúde que também necessitam de reforço estrutural e modernização.
O compromisso anunciado pelo governo de utilizar recursos próprios e buscar apoio federal é um indicativo positivo de que essa obra sairá do papel. Mas a população deve permanecer atenta, cobrando prazos e qualidade na execução. A saúde pública não pode depender de promessas, e sim de ações concretas que garantam o direito ao atendimento digno e eficiente.