Editorial: Linhas de cerol são ameaça à vida

Mesmo com o uso proibido em Santa Catarina desde 2001, a linha de cerol continua fazendo vítimas, como Luiz Eduardo Scloneski, 21 anos, que morreu degolado enquanto pilotava uma moto na BR-470, em Navegantes.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, a utilização desse material, composto por uma mistura de cola e vidro moído, representa um perigo significativo tanto para quem solta pipas com linhas de cerol quanto para terceiros, podendo causar acidentes graves e até fatais.

Soltar pipas é uma brincadeira tradicional e muito apreciada, mas, infelizmente, a prática tem se tornado perigosa devido ao uso criminoso das linhas de cerol. Essas linhas representam uma ameaça real à vida de motociclistas, ciclistas e pedestres, além de causarem graves ferimentos em crianças e adolescentes que as utilizam sem plena consciência dos riscos.

Acidentes fatais envolvendo cerol são uma triste realidade. Muitos motociclistas perderam a vida ao serem atingidos por essas linhas cortantes, que podem ferir o pescoço de maneira fatal. Até mesmo pedestres e animais de estimação podem ser vítimas dessas linhas, que continuam sendo utilizadas apesar da proibição.

Diante desse cenário alarmante, é fundamental que pais e responsáveis eduquem seus filhos sobre os perigos do cerol. Muitas crianças, por desconhecimento, acabam utilizando esse material sem entender as possíveis consequências trágicas.

Além disso, é urgente que haja maior fiscalização na venda de produtos relacionados ao cerol. Apesar da proibição, muitos continuam fabricando essas linhas clandestinamente em casa, tornando a fiscalização ainda mais desafiadora.

O uso do cerol não é apenas uma imprudência, mas sim um ato criminoso. Quem fabrica, vende ou utiliza esse material assume a responsabilidade por possíveis tragédias. A legislação deve ser rigorosa, e as autoridades precisam atuar de maneira firme para coibir essa prática.

A segurança deve estar sempre em primeiro lugar. Soltar pipa é uma diversão saudável, mas deve ser feita com responsabilidade, sem transformar um simples lazer em risco de vida. Cabe à sociedade como um todo combater o uso do cerol e garantir que brincadeiras inocentes não se tornem tragédias evitáveis.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Troféu Dom Quixote presta homenagem a ministros do STJ e ao relator geral da Constituição de 1988

​O Plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sediou, na noite desta quarta-feira (7), o…

Chamamento Público nº 07/2026 – Secretaria Executiva (SE)

O Ministério da Saúde, por intermédio do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde…