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Editorial: Jogue Limpo com o Meio Ambiente

O lixo nos oceanos é um dos maiores desafios ambientais atualmente. O Brasil figura entre os maiores contribuintes globais desse problema, despejando até 190 mil toneladas de resíduos no mar, sendo 80% compostos por plásticos, metais, papéis e outros materiais descartados de forma inadequada.

Este número alarmante revela não apenas a falta de destinação correta dos resíduos, mas também uma ausência de consciência coletiva sobre as consequências dessa prática.

Santa Catarina, com suas 41 cidades litorâneas – 28 delas de frente para o mar –, sente os impactos desse descuido de forma direta. A poluição nos oceanos afeta não apenas os ecossistemas marinhos, mas também a economia local, o turismo e a qualidade de vida da população costeira.

Nesse contexto, a iniciativa da Samae (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde), com o programa “Jogue Limpo com o Meio Ambiente”, é mais do que bem-vinda.

Lançado durante o evento Estação Verão 2025, o programa busca sensibilizar moradores e turistas a respeito da urgência do cuidado com as praias e oceanos catarinenses. A proposta inclui tendas interativas, jogos educativos, parcerias com entidades estratégicas e distribuição de brindes ecológicos, além da formação de multiplicadores para práticas sustentáveis.

As ações, que terão início em janeiro de 2025, percorrerão locais importantes, como a Beira-Mar, Joaquina e Jurerê, em Florianópolis, e a Praia Central, em Balneário Camboriú, com expectativa de impactar mais de 50 mil pessoas.

Mais do que uma campanha sazonal, o programa acerta ao investir em educação ambiental e na formação de consciência duradoura. Afinal, o descarte inadequado de lixo não é apenas um problema logístico – é uma questão de comportamento e pertencimento.

Cuidar dos resíduos que geramos é responsabilidade de todos. Práticas simples, como descartar o lixo nos locais apropriados, evitar o uso excessivo de plástico descartável e adotar um consumo mais consciente, podem impedir que toneladas de resíduos cheguem ao mar.

Para um Estado que tanto depende de suas belezas naturais, preservar as praias não é apenas uma questão ambiental, é um compromisso com o futuro.

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