Editorial: Investir em cultura é visão de futuro

Santa Catarina encerrou 2025 com um recado claro e inequívoco: cultura é desenvolvimento. O balanço apresentado pela FCC (Fundação Catarinense de Cultura) demonstra que o Estado compreendeu, de forma madura e estratégica, que investir na economia criativa é fortalecer identidade, gerar renda e ampliar oportunidades.

Com R$ 208 milhões aplicados no setor cultural, sendo R$ 20 milhões destinados à recuperação e modernização de equipamentos como teatros, museus, bibliotecas e salas de cinema, o que se vê é um ciclo virtuoso em movimento.

Mais do que números expressivos, os investimentos revelam uma visão de futuro. A revitalização de espaços emblemáticos como o Masc (Museu de Arte de Santa Catarina), TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) e o Teatro Pedro Ivo simboliza uma retomada que vai além da infraestrutura física. Trata-se da reconstrução de ambientes de encontro, reflexão e criação. Lugares onde a arte pulsa e onde a sociedade se reconhece.

A criação do projeto Primeiro Palco, com um novo espaço multimídia no CIC voltado a artistas iniciantes, é outro exemplo de política pública inteligente. Ao abrir as portas para novos talentos, a FCC não apenas democratiza o acesso, mas também garante renovação artística e estímulo à inovação. É a cultura sendo cultivada desde a base, com oportunidades reais para quem está começando.

A descentralização dos recursos também merece destaque. Destinar R$ 15 milhões aos 295 municípios catarinenses, em um edital voltado à cultura local, representa um marco histórico nos quase 47 anos da fundação.

É o reconhecimento de que a riqueza cultural do Estado não se concentra apenas na Capital, mas se espalha pelas tradições, festas, bandas, grupos folclóricos e artistas do interior. Equipar municípios com instrumentos musicais, trajes típicos e estruturas adequadas é preservar memória e fomentar pertencimento.

Os novos projetos, como a implantação de cafés no CIC e no Palácio Cruz e Sousa, reforçam a ideia de que espaços culturais devem ser vivos, acolhedores e integrados ao cotidiano da população. Cultura também é convivência, circulação de ideias e experiência.

A economia criativa já é uma das forças mais dinâmicas do mundo contemporâneo. Ao investir com planejamento e visão estratégica, Santa Catarina posiciona-se como protagonista nesse cenário.

Mais do que restaurar prédios, está construindo pontes entre passado e futuro, tradição e inovação, artista e plateia. Ao apostar na cultura, o Estado investe naquilo que tem de mais valioso: seu capital humano.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia