Em abril, o governo de Santa Catarina liberou R$ 20,5 milhões para impulsionar a agricultura familiar. O objetivo é promover desenvolvimento econômico, geração de renda e inovação para permanência no campo.
A agricultura familiar desempenha um papel fundamental na economia, na segurança alimentar e no desenvolvimento social de Santa Catarina, uma das principais forças da agricultura nacional.
Responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, esse setor representa muito mais do que uma atividade econômica: é uma forma de vida que sustenta milhões de famílias e comunidades em todo o país.
Fortalecer a agricultura familiar significa investir diretamente na geração de renda e de empregos no campo. Ao contrário do agronegócio de grande escala, que tende a concentrar a produção e mecanizar processos, a agricultura familiar é intensiva em mão de obra, o que favorece a ocupação e a permanência das pessoas no meio rural. Isso reduz o êxodo para as cidades e promove o equilíbrio entre o urbano e o rural, colaborando para a descentralização econômica.
Os produtores rurais familiares são agentes essenciais para o desenvolvimento sustentável. Além de produzirem alimentos variados e de qualidade, contribuem para a preservação ambiental por meio de práticas mais tradicionais e menos agressivas ao meio ambiente.
Quando têm acesso a políticas públicas, crédito, assistência técnica e infraestrutura, conseguem aumentar sua produtividade e melhorar sua qualidade de vida, tornando-se mais competitivos no mercado.
Garantir a permanência das famílias no campo é estratégico para a produção de alimentos saudáveis, o abastecimento local e a soberania alimentar.
Apoiar esse setor é valorizar a diversidade cultural, econômica e ambiental de Santa Catarina. Portanto, investir na agricultura familiar não é apenas uma questão social ou econômica — é uma escolha inteligente e necessária para garantir um futuro mais justo e sustentável para todos.