A dengue é uma doença grave e não pode ser subestimada. No Brasil, já são 170.376 casos prováveis este ano e 201 óbitos suspeitos em investigação.
Em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde acompanha 4.281 casos prováveis, sendo 1.440 em Florianópolis, que enfrenta um cenário preocupante no combate à dengue. Em 2024, o Estado registrou 340 mortes por dengue, um aumento alarmante de 247% em relação a 2023. Neste ano, cinco óbitos estão sob análise.
Embora o número de casos prováveis no Estado tenha caído 23,11% em relação ao mesmo período do ano passado, as altas temperaturas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Como não há tratamento específico para a dengue, a prevenção ainda é a melhor solução. Eliminar focos de água parada, usar repelente e manter a vigilância constante são medidas fundamentais.
Diante da baixa adesão à vacinação – até o dia 3 de fevereiro de 2025, apenas 43,95% do público-alvo havia recebido a primeira vacina e 20,65% completou o esquema vacinal com as duas doses – o governo estadual pretende ampliar a faixa etária da imunização contra a dengue.
Antes restrita a adolescentes de 10 a 14 anos, agora a vacina Qdenga deverá estar disponível para jovens de até 16 anos. Para aumentar a cobertura, a Secretaria da Saúde promoverá, entre 17 e 21 deste mês, uma campanha de mobilização, aproveitando o período de volta às aulas.
O combate à dengue exige um esforço coletivo. Além das ações individuais, o poder público precisa intensificar campanhas de conscientização, reforçar a fiscalização de áreas de risco e investir em novas estratégias para conter o avanço da doença.
A sociedade deve estar atenta aos sintomas, como febre alta, dores musculares e manchas vermelhas na pele, e procurar atendimento médico ao menor sinal da doença. Florianópolis não pode se tornar um epicentro da dengue em Santa Catarina. A prevenção e a imunização são os caminhos mais eficazes para evitar novos surtos.