As belezas naturais de Florianópolis são reconhecidas nacional e internacionalmente. São as nossas praias que fazem com que a cidade seja um dos principais destinos turísticos do mundo e movimentem milhares de pessoas em aeroportos, terminais rodoviários e rodovias todos os anos.
Um destes locais, a Ilha do Campeche, mesmo sendo uma APP (Área de Preservação Permanente) desde 1985 e tombada como patrimônio arqueológico, etnográfico e paisagístico pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), era alvo de descaso e de constantes denúncias pela falta de cuidado ou pela exploração irregular de comerciantes.
A partir desta semana, a Ilha do Campeche tornou-se uma Unidade de Conservação, que será administrada pela Prefeitura de Florianópolis. A iniciativa visa assegurar instrumentos legais para a preservação do patrimônio natural e cultural da Capital.
A expectativa agora é de que se faça um trabalho para a regulamentação das visitas à ilha já para a próxima temporada de verão, além de ações de conscientização de comerciantes e visitantes. A Ilha do Campeche não pode ficar à mercê de quem não preserva a natureza.
Tornar a ilha uma Unidade de Conservação foi um primeiro passo decisivo. Que a partir de agora a gestão pública possa enfrentar problemas como a exploração indevida para que a ilha se mantenha linda, limpa e bela. Para que se mantenha destino turístico conservado. Disso vai depender a conservação e a qualidade da experiência dos visitantes.
Com tantas belezas e recursos naturais à disposição de moradores e visitantes, Florianópolis agora precisa assumir o protagonismo ambiental. Nesta questão incluem-se ainda regras, sinalização adequada, ações educativas, fiscalização e consequência. Do público visitante, espera-se, no mínimo, educação.
Jogar o lixo no lixo, não poluir. A natureza – e nesse caso, a Ilha do Campeche – não pode mais sofrer com inconsequências e a falta de respeito.