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Editorial: Fiscalização para preservar a vida

Diariamente, as rodovias brasileiras são cenários de acidentes e mortes. Na maioria dos casos, provocados pelo excesso de velocidade, entre outros tipos de desrespeito às regras de trânsito.

Por isso, a determinação da Justiça Federal de que o governo reative e mantenha em funcionamento os radares de velocidade das rodovias federais em todo o Brasil é um acerto.

Os equipamentos de fiscalização eletrônica funcionam não apenas como instrumentos de punição dos motoristas – que serão multados e receberão pontos na carteira de motorista de acordo com a infração e gravidade -, mas principalmente como ferramenta de prevenção de acidentes e de segurança rodoviária.

Levando em consideração que são instalados geralmente em pontos de maior risco, em curvas perigosas, em áreas urbanas, onde há travessia de pedestres ou em locais com histórico de acidentes, quando as normas não são respeitadas, todos perdem.

Reiteradamente, utilizamos este espaço para falar sobre as vidas perdidas nas rodovias e sobre a importância da conscientização pela vida. Somente nas BRs, entre janeiro e junho deste ano, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou 34.665 acidentes, que resultaram em 2.882 mortes – média de 193 acidentes e 16 mortes por dia. Durante todo o ano passado, foram 73.156 acidentes em rodovias federais e 6.160 mortes.

É, e continuará sendo, inadmissível perder qualquer vida em estradas por imprudência. A vida vale muito. A reativação dos radares vai além de simples aumento na arrecadação, como muitos argumentam.

Diz respeito ao controle da velocidade dos veículos, o que reduz colisões, capotagens e atropelamentos; à redução da gravidade dos acidentes; a tornar as estradas mais seguras, a preservar vidas e reduzir o gasto público com atendimentos de emergência, hospitalização e reparos na infraestrutura. Além do mais, só é multado quem não segue as regras de trânsito.

A partir da decisão judicial, a responsabilidade do governo federal é cumprir a decisão – o descumprimento também geraria multa de R$ 50 mil por equipamento sem funcionar, e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) também deverá pagar esse valor caso demore a notificar as concessionárias. Que essa fiscalização seja feita devidamente. E que as estradas se tornem caminhos de encontros, e não de perdas.

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