Editorial: Empregos: SC tem marco histórico

Com índice de 2,2% no segundo trimestre, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012, sendo também o menor do país. Os dados são PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados pelo IBGE. Trata-se de um marco que reforça a solidez do mercado de trabalho catarinense e a vitalidade de sua economia.

A taxa de desemprego no Estado ficou bem abaixo da registrada no Brasil, de 5,8%. Santa Catarina se mantém em primeiro lugar no ranking nacional, com a menor taxa de desocupação entre as unidades federativas.

Duas regiões se destacaram pelo baixo nível de desemprego no segundo trimestre de 2025. A região do Oeste registrou taxa de desemprego de 1,2%, ou seja, quase a metade do índice estadual. Outro destaque foi alcançado pelo Litoral Sul e Serra, com taxa de 1,5%.

O desempenho catarinense não é obra do acaso. O Estado se apoia em uma economia diversificada, com força na indústria, no agronegócio, no comércio e nos serviços.

Soma-se a isso o perfil empreendedor de sua população e a qualificação da mão de obra, fatores que alimentam um ciclo contínuo de geração de empregos e oportunidades.

Num país em que o desemprego ainda representa um desafio estrutural, Santa Catarina mostra que é possível combinar competitividade, inovação e desenvolvimento social.

O resultado é um ambiente de confiança que sustenta não apenas bons indicadores econômicos, mas também maior qualidade de vida para a população.

No entanto, é preciso ir além da celebração. O desafio está em manter esse ritmo sem abrir mão da qualidade dos empregos oferecidos. É necessário garantir salários justos, ampliar a formalização e investir constantemente em inovação e capacitação profissional. Afinal, a competitividade catarinense depende da capacidade de adaptação diante das transformações tecnológicas e sociais.

A conquista catarinense deve ser vista como referência. Com trabalho, planejamento e investimento em capital humano, é possível reduzir o desemprego, aquecer a economia e construir um futuro mais próspero. Santa Catarina prova, mais uma vez, que tem condições de liderar o Brasil nesse caminho.

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