Santa Catarina mais uma vez se destaca no cenário nacional, agora como líder na contratação de trabalhadores estrangeiros. Em 2024, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Estado registrou mais de 18 mil contratações de imigrantes, representando 26% do total nacional.
Esse número reforça a força da economia catarinense e sua capacidade de gerar oportunidades para aqueles que buscam recomeçar a vida no Brasil.
A crescente presença de venezuelanos, cubanos, haitianos e argentinos no mercado de trabalho local evidencia a atratividade do Estado, seja pela segurança, pela oferta de empregos ou pela qualidade de vida.
O destaque para os venezuelanos, que representam 74,7% dos contratados, mostra como a crise humanitária em seu país de origem os impulsiona a buscar novas oportunidades aqui.
O fenômeno da contratação de estrangeiros se espalha por diferentes setores da economia. No Oeste catarinense, cidades como Chapecó e Concórdia absorvem essa mão de obra principalmente na indústria de alimentos, enquanto Florianópolis, Balneário Camboriú e Joinville impulsionam o setor de serviços. Essa distribuição reforça a diversidade econômica do Estado e sua capacidade de integrar trabalhadores em distintos segmentos.
No entanto, a inclusão desses profissionais exige políticas públicas eficazes, desde a qualificação profissional até o apoio na adaptação cultural e social.
Muitos possuem escolaridade compatível com o mercado, mas ainda enfrentam dificuldades para garantir estabilidade no emprego, já que o tempo médio de permanência é de apenas nove meses.
Santa Catarina se consolida não apenas como um polo econômico, mas também como um Estado que alia desenvolvimento e responsabilidade social.
O desafio agora é transformar essa liderança em um modelo de inclusão eficiente, garantindo que os trabalhadores estrangeiros tenham condições de contribuir de forma sustentável para a economia local. Um mercado de trabalho forte e diverso é um dos pilares para o crescimento contínuo.