Editorial: Crédito consignado para CLTs

Trabalhadores formais de todo o país receberam a notícia da criação do Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, lançado pelo governo federal, que entra em vigor na próxima sexta-feira (21). A medida provisória, assinada em Brasília na última quarta-feira (12), foi publicada no Diário Oficial da União, e ainda precisa passar pela aprovação do Congresso Nacional.

Voltada a profissionais CLTs, popularmente conhecidos pela “carteira assinada”, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e MEIs (microempreendedores individuais), a medida representa um ganho aos trabalhadores, que terão acesso a linhas de crédito com juros mais baixos e custos administrativos menores.

Na prática, significa que os empregados CLTs e MEIs poderão utilizar a carteira de trabalho digital para ter acesso a empréstimos acessíveis em mais de 80 instituições financeiras que já operam junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Um sistema que oferece garantia, segurança e transparência. Uma iniciativa que vai contribuir para melhorar a capacidade de consumo do trabalhador, mas que, nos primeiros 120 dias, dará prioridade à quitação de empréstimos não consignados.

Muito mais do que gerar renda, do que fazer os empregados terem uma percepção de aumento de renda – isso ocorre quando começa a sobrar um pouco de dinheiro no fim do mês -, a medida vai proporcionar a redução da desigualdade. Vai também permitir que os brasileiros realizem sonhos, aumentem seus patrimônios.

Para isso, é necessário proporcionar educação financeira ao trabalhador, é imprescindível que os cidadãos entendam que mesmo sendo tentador pegar um empréstimo, ainda mais agora a juros ainda mais baixos, ficar endividado vai atrapalhar os planos de crescer na vida e de construir uma herança para a próxima geração.

Retomando as palavras do presidente Lula no lançamento do programa, “a gente não pode ficar habituado a pegar o empréstimo para pagar outro empréstimo. A gente não vai melhorar a vida assim. A gente tem que fazer o empréstimo para comprar alguma coisa que melhore a nossa capacidade de viver melhor”. O brasileiro trabalha muito e merece ter qualidade de vida e dinheiro no bolso.

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