A corrida tem apresentado números significativos em Santa Catarina e em Florianópolis, especialmente, nos últimos anos. A prática deste esporte é muito democrática, porque depende apenas de a pessoa ter um par de tênis e de força de vontade.
Não há idade para iniciar ou para parar. É um esporte que pode ser praticado por pessoas com todos os biótipos, incluindo PCDs. É verdade que o início da atividade é um pouco mais difícil do que se espera, mas os treinos regulares ajudam na melhora do condicionamento físico.
Ao mesmo tempo em que a corrida, tanto na esteira quanto na rua, é democrática e acessível, ela exige cuidados. A orientação é que antes de começar os treinos, a pessoa procure um médico e faça exames para garantir que está tudo bem com a saúde tanto cardíaca quanto de ossos e músculos, para que a “carreira” de corredor seja longa.
A partir da liberação médica, muitos decidem fazer a atividade sozinhos, outros baixam aplicativos de treinos, e outros ainda procuram assessorias de corrida, que têm profissionais que ensinam as técnicas de corrida com base nos objetivos do novo atleta.
Somente aqui no Estado, a ATC (Associação de Treinadores de Corrida de Santa Catarina) contabiliza 50 assessorias esportivas, o que totaliza cerca de 15 mil alunos-atletas.
À medida que os treinos vão evoluindo e os resultados chegando, a pessoa passa a se alimentar melhor, a dormir direito e até mais cedo – para poder participar das corridas de rua promovidas por empresas e que tiram milhares de pessoas da cama antes do sol nascer.
No ano passado, apenas em Florianópolis, foram registradas 53 provas de corrida (este tipo de evento cobra taxa para participação e envolve, por exemplo, cronometragem, entrega de troféus e medalhas, mas também proporciona conhecer pessoas, encontrar novos amigos e receber incentivos para continuar).
O atleta também passa a conviver com pessoas que têm bons hábitos, faz melhores escolhas e começa a perceber melhoras na saúde mental. A corrida, como qualquer esporte, aumenta os níveis de noradrenalina e serotonina, substâncias que auxiliam no alívio de estresse e da depressão, e a liberação de endorfinas promove uma sensação de bem-estar e relaxamento.
A corrida – e o convívio com os corredores – faz conhecermos histórias de superação: um corre pelo filho que morreu, outra porque emagreceu, um porque voltou a andar, e outros correm simplesmente porque gostam de sentir o vento no rosto e a sensação de liberdade, de perceber os problemas indo embora. A motivação cada um tem a sua, mas o objetivo é sempre ter uma boa saúde e envelhecer com qualidade de vida.