O uso de drogas no Brasil é um tema complexo e que envolve tanto substâncias lícitas, como cigarro, bebida alcoólica e medicamentos controlados, por exemplo, quanto ilícitas (maconha, cocaína, crack etc.) e tem impacto significativo na saúde pública e na sociedade como um todo.
Na contramão do aumento do número de usuários – e aqui incluem-se também a maioria das pessoas em situação de rua da Grande Florianópolis, que utiliza ao menos algum tipo de entorpecente – o investimento em políticas públicas para o combate ao uso de drogas no Brasil é inexistente e/ou insuficiente, mas deve ser prioridade e contínuo.
Dados recentes de um levantamento feito pela Fiocruz fornecem uma visão sobre o consumo dessas substâncias no país: 7,7% da população brasileira com idade entre 12 e 65 anos já experimentou maconha, e cerca de 3,8 milhões de pessoas (2,5% dos brasileiros) utilizaram a droga nos últimos 12 meses. De cocaína, foram 3,1% dos cidadãos brasileiros.
Dados que reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes de prevenção e tratamento, bem como de uma abordagem integrada que considere as diversas dimensões do consumo de substâncias no Brasil.
Os investimentos em políticas públicas para o combate às drogas no Brasil envolvem uma combinação de ações federais, estaduais e acadêmicas, e devem ter foco em repressão, prevenção, tratamento e pesquisa.
O uso de entorpecentes pode causar sérios danos físicos e mentais, incluindo dependência, transtornos psiquiátricos, doenças crônicas e até a morte.
A prevenção também reduz a sobrecarga nos sistemas de saúde. Jovens são especialmente vulneráveis ao entrarem para o mundo das drogas. A prevenção ajuda a garantir um futuro com mais oportunidades e menos riscos para essa parcela da população.
A economia também é impactada com a promoção de ações educativas e de prevenção às drogas, uma vez que usuários podem ter dificuldade para manter empregos e estudar.
Portanto, o combate ao uso reduz o impacto negativo à produtividade do país. Além disso, o tráfico de drogas está frequentemente ligado à violência, ao crime organizado e à insegurança pública. Combater o uso ajuda a enfraquecer as redes criminosas. Sem contar as milhares de famílias destruídas, abandonadas e convivendo com violência doméstica.
Educar os cidadãos – o que trabalhos como Proerd e Conen (Conselho Estadual de Entorpecentes) fazem, com campanhas em escolas, comunidades e meios de comunicação – ajuda a informar a população sobre os riscos do uso de drogas e fortalece a tomada de decisões conscientes, especialmente entre os jovens. E também são fundamentais para a construção de uma sociedade mais saudável, segura e equilibrada.