Editorial: Ainda precisamos falar sobre a dengue

O Brasil registrou 1.010.833 de casos prováveis de dengue desde o dia 1º de janeiro deste ano, com 668 mortes confirmadas pela doença e 724 em investigação.

Os números estão bem abaixo se considerarmos o mesmo período do ano passado, quando o país enfrentou a pior epidemia de dengue da história, com 4.013.746 de casos prováveis e 3.809 mortes e 232 mortes em investigação.

Mesmo assim, não dá para se conformar que pessoas ainda fiquem doentes, correndo risco de morrer ou morrendo por causa de um mosquito conhecido há anos e que todos já sabem o que fazer para combatê-lo.

Em Santa Catarina, os números reduziram consideravelmente em relação ao ano passado – até agora são 43.966 notificações, 12.796 casos prováveis e 29.085 focos do mosquito no Estado, e quatro mortes – mas seguem alarmantes.

Além da dengue, as mortes por chikungunya também transmitida pelo mosquito Aedes, acendem um alerta: são três confirmadas aqui no Estado, mais de 1.000 notificações, acima de 500 casos prováveis e quase 400 confirmados.

A doença está entre os principais problemas de saúde pública no mundo, é causada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. Combater a zika, a chikungunya e a dengue, que no ano passado matou 340 catarinenses em Santa Catarina e levou o governo do Estado a decretar situação de emergência, é um grande desafio, porque exige uma união de esforços: do Ministério da Saúde, dos Estados, dos municípios, de cada pessoa que faz parte de uma comunidade. É responsabilidade de todos.

São medidas simples como evitar o acúmulo de água parada, manter as limpar calhas, tampar caixas d’água, armazenar pneus em locais cobertos, colocar areia nos vasos de plantas e descartar corretamente lixo e entulhos são ações simples, mas que causam grande impacto.

Dez minutos dedicados por semana, de acordo com o Ministério da Saúde, podem ajudar na redução de focos e, consequentemente, na diminuição dos casos prováveis, dos casos confirmados, das internações pela doença, e das mortes.

A dengue é uma doença grave, que pode levar à morte. É preciso vigilância constante e que cada um faça a sua parte. Não podemos normalizar a perda de vidas para um problema que tem solução que, inclusive, é de conhecimento de todos.

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