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Editorial: A famigerada “arte” de empurrar para debaixo do tapete e fingir que não aconteceu

Editorial da edição do jornal impresso (nº 862).

Na semana passada, testemunhamos uma prática que, em pleno 2025, já deveria estar extinta. Não dá para dizer o que motivou a lambança — desinformação, má-fé ou pura incompetência —, mas o fato é que algo tão simples foi divulgado de forma completamente equivocada pela Prefeitura de Paranaguá. A mudança de local da oferta dos exames de audiometria e a ampliação do serviço de fisioterapia na rede pública municipal seriam notícia de qualquer forma, pois interessam diretamente à população.  O que não precisava e não pode ser ignorado é o fato de a Administração Municipal vir à público, declarar aos órgãos de imprensa que teve despesas que não existiram, inflar esses valores e fazer de conta que, no terceiro mês de gestão, está inaugurando algo para a população.

Para piorar, após uma apuração que deveria ser praxe em qualquer veículo de comunicação que se preze, que não se esconde atrás de pseudônimos, o JB Litoral revelou que a realidade não correspondia ao que havia sido divulgado pela Prefeitura. E como reagiu a comunicação da Administração Municipal? Simplesmente “editou” a matéria em seu site oficial, apagando o erro, como se ele jamais tivesse existido. Quando uma informação é divulgada com qualquer tipo de equívoco, o mínimo a se esperar é uma errata. Isso é uma questão de ética e respeito com a população.

Além disso, a transparência na gestão pública precisa ser genuína, ir além dos discursos e promessas e se transformar em prática, tornando acessíveis e compreensíveis todas as ações, decisões e a aplicação dos recursos públicos. Isso inclui a divulgação clara e detalhada de despesas, receitas, contratos, licitações e políticas públicas.

Se você é um gestor público, deve não apenas incentivar, mas também praticar a transparência em sua administração. É inadmissível que secretários venham a público declarar inverdades, que não façam a lição de casa e falem sem o devido embasamento, negligenciem a consulta a documentos e falhem em seu papel de porta-vozes da gestão — aqueles em quem o(a) prefeito(a) deve confiar.

Neste ano, o portal da transparência do Governo Federal completa 21 anos. Pioneiro, ele se tornou referência para Estados e Municípios. Desde 2012, está em vigor a Lei de Acesso à Informação, aprovada no ano anterior. São conquistas inegociáveis da democracia, que merecem ser celebradas e defendidas. Transparência. Um princípio que, em sua essência, jamais admite fazer cortesia com o chapéu alheio.

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