Doria corta R$ 1,7 milhão em convênios e cidade deve viver caos

Vanderlon diz que o secretário estadual de turismo Vinicius Lummertz não atende os prefeitos da Aprecesp

1 de fevereiro de 2019

Salesópolis deve passar pelo caos, prevê o prefeito Vanderlon Oliveira Gomes (PR), com a perda de três contratos com o governo do Estado de São Paulo, somando R$ 1.768.354,59. “Nossa cidade está sendo penalizada sem que houvesse diálogo com o secretário estadual de turismo”, explicou o gestor público, assinalando que o atual responsável pela pasta, Vinicius Lummertz, não o atende, bem como todos os prefeitos da Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo (Aprecesp). No mês de fevereiro, deverá ocorrer reunião com os prefeitos que representam a entidade para a discussão do corte dos convênios, informa Vanderlon, quando também será cobrada as medidas que serão adotadas para tentar reverter esse prejuízo financeiro para os municípios envolvidos.

A Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo rescindiu 176 convênios firmados pela administração anterior no final de 2018 e informa que o limite orçamentário não foi respeitado pelo governo anterior, responsável pela assinatura dos acordos agora invalidados.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, pela segunda vez em menos de um mês de trabalho, a nova gestão estadual se vê obrigada a rescindir convênios assinados no apagar das luzes do governo anterior. E, novamente, a decisão é tomada em total respeito ao povo paulista e ao dinheiro dos impostos dos contribuintes do Estado. 

“É dever do governante agir de maneira transparente com o dinheiro público e não criar ilusões que beneficiam interesses políticos em vez das necessidades reais da população”.

Os repasses prometidos pela gestão anterior somam R$ 152 milhões e não tinham empenho orçamentário, o que invalida os convênios que envolvem 35 Estâncias Turísticas e 60 municípios de Interesse Turístico (MIT).

De forma transparente, o governo atual vai trabalhar em conjunto com as prefeituras e, a partir de critérios técnicos, receber novamente os pleitos municipais, considerando a disponibilidade orçamentária do Estado.