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Doenças respiratórias: especialista explica como se proteger



Com a chegada do frio e do tempo seco, cresce o número de casos de gripe, rinite, sinusite e bronquite em todo o país. De acordo com o infectologista pediátrico e professor de Medicina do CEUB, Alexandre Paz Ferreira, esse aumento está diretamente ligado a fatores ambientais e comportamentais típicos dessa época do ano.

“No frio, as pessoas tendem a permanecer mais em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Além disso, as baixas temperaturas favorecem a sobrevivência desses vírus no ambiente. Já o tempo seco prejudica os mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias, dificultando a eliminação de secreções”, explica.

Como diferenciar gripe, rinite, sinusite e bronquite

Embora essas doenças compartilhem sintomas como tosse e secreção, existem sinais que ajudam a distingui-las:

  • Gripe e rinite: espirros frequentes, coriza, coceira no nariz; a gripe costuma durar cerca de uma semana
  • Sinusite: dor de cabeça, secreção amarelada ou esverdeada e sintomas prolongados (mais de 7 dias)
  • Bronquite: principal característica é a falta de ar, que pode ocorrer mesmo em repouso nos casos mais graves

Grupos mais vulneráveis

Crianças menores de 5 anos, idosos, fumantes, pessoas com doenças respiratórias crônicas (como asma e enfisema) e indivíduos com imunidade comprometida estão entre os mais suscetíveis a complicações. O médico reforça que crianças pequenas exigem atenção especial. Máscaras não devem ser usadas por menores de 2 anos, devido ao risco de sufocamento. Em caso de sintomas, o ideal é afastá-las temporariamente de ambientes coletivos, como creches. Manter a vacinação em dia e o acompanhamento pediátrico é essencial.

Quando procurar atendimento médico?

Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica imediata como falta de ar ou dificuldade para respirar, febre alta persistente por mais de 48 horas, dificuldade para ingerir líquidos, vômitos frequentes, manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele.

Automedicação é um dos principais erros

Segundo Alexandre, um dos erros mais comuns é o uso indiscriminado de medicamentos. “A maioria desses quadros é viral e autolimitada, ou seja, melhora sozinha. O uso excessivo de remédios pode trazer efeitos colaterais sem benefício real”, alerta o professor de Medicina do CEUB. O uso de antibióticos, por exemplo, só é indicado em casos específicos, como algumas sinusites bacterianas. Já analgésicos e lavagem nasal com soro fisiológico ajudam no alívio dos sintomas. Xaropes e descongestionantes devem ser usados com cautela e orientação médica.

Vacina da gripe é aliada importante

A vacina contra a gripe protege contra o vírus influenza, responsável por quadros mais graves e complicações como pneumonia. “Mesmo que não evite todos os tipos de gripe, ela reduz significativamente o risco de formas graves”, destaca o médico. A imunização é indicada a partir dos 6 meses de idade. No SUS, é oferecida gratuitamente para grupos prioritários, como crianças pequenas, idosos, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades.

Checklist: 5 cuidados essenciais no período seco

  • Higienizar as mãos com frequência
  • Usar máscara em caso de sintomas ou risco aumentado
  • Manter ambientes ventilados
  • Manter a vacinação atualizada
  • Cuidar da saúde geral: boa alimentação, sono de qualidade, atividade
  • física e evitar o tabagismo

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