Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Destaque
  • Documentário sobre o arrocha mostra o mundo real dos rincões – CartaCapital

Documentário sobre o arrocha mostra o mundo real dos rincões – CartaCapital

Enquanto nos grandes centros somos bombardeados diariamente, desde o fim da pandemia, pelas intermináveis turnês comemorativas de artistas do mainstream, nos rincões do país a vida gira entre o antigo gênero romântico com uma roupagem nova. Esse estilo musical repaginado tem o nome de arrocha, surgiu na Bahia há mais de duas décadas e migrou para vários lugares do Nordeste.

O minidocumentário Mexeu Comigo (23 min.; 2024), de Danilo Rodrigues, J. Hiago Oliveira e Sara Maylyne, conta a influência do subgênero do interior de Sergipe. O filme pode ser visto gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play, dentro da segunda temporada da mostra As Cores do Som Vol. II.

O realismo do documentário é o ponto forte. O curta-metragem não tem filtro e mostra o som do arrocha invadindo os botecos no estilo pé-sujo do interior até o caminhoneiro, cuja trilha sonora na estrada é o subgênero. A música romântica com temática da traição é o hit, de acordo com os depoimentos apresentados pelo filme.

A forma de circulação da música é conectada com o avanço da tecnologia. O fluxo do arrocha é via venda de pen drives com músicas do subgênero em um retrato do mundo pós fim dos CDs piratas, antes distribuídos aos barraqueiros do interior pelas próprias equipes dos artistas.

O arrocha, uma vertente do brega romântico, oferece ao ouvinte uma linguagem simples, que toca o sentimento da desilusão amorosa e paixões arrebatadoras.

O minidocumentário percorreu festivais desde seu lançamento e apresenta o impacto da música fora dos grandes centros, sem preconceito, expondo como a indústria fonográfica caminha além do mainstream.

Esses movimentos musicais costumam sair do interior e ocupar os centros urbanos. O arrocha fez isso. Saiu do Recôncavo Baiano para as capitais nordestinas. Hoje, o subgênero tem outra dimensão e se fundiu com diferentes ritmos, como tem sido comum na música brasileira toda vez que aparece um estilo musical novo.

O filme é a indústria se movimentando no seu microespaço, com cantores pouco conhecidos e, por outro lado, um público afeito a ouvi-los. É assim que a roda da música gira longe dos megashows.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

O que faz o caminho para uma das melhores praias do mundo durar 6 horas no litoral de SP

A orla da praia conta com mais de 600 metros de extensão e mar agitado…

Você conhece ou já ouviu falar da Sala de leitura no CCJ?

Localizado na Avenida Dom Helder Câmara, 3.790, em Del Castilho, na zona norte do Rio…

Streamer famoso por martelar a própria mandíbula é internado às pressas após desmaio em live – Gazeta Brasil

O streamer e influenciador norte-americano Braden Peters, de 20 anos, conhecido mundialmente como Clavicular, foi…