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Cardiologista pediátrica do Hospital Unimed Volta Redonda, Dra. Fátima Casal, explica que a identificação da condição pode ocorrer ainda durante a gravidez por meio do Ecocardiograma Fetal
País – A cardiopatia congênita, malformação na estrutura do coração que se desenvolve ainda durante a gestação, afeta entre 8 e 10 bebês a cada mil nascidos vivos no Brasil e é considerada a terceira principal causa de mortalidade infantil no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Em alusão ao Dia de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.
A cardiologista pediátrica do Hospital Unimed Volta Redonda, Dra. Fátima Casal, explica que a identificação da condição pode ocorrer ainda durante a gravidez por meio do Ecocardiograma Fetal.
“É possível detectar a malformação ainda na gestação. Quando identificamos uma cardiopatia, avaliamos a gravidade do caso e orientamos a gestante sobre os próximos passos. Em algumas situações, o ideal é que o bebê já nasça em um centro especializado para cirurgia cardíaca pediátrica”, destaca a médica.
Segundo a especialista, a rapidez no diagnóstico e no tratamento é determinante para a evolução clínica da criança.
“Quanto mais rápida for a correção da cardiopatia, melhores serão os resultados no desenvolvimento e na qualidade de vida desses pacientes”, afirma.
Além dos desafios médicos, o diagnóstico também impacta diretamente as famílias. De acordo com Dra. Fátima, o acompanhamento multidisciplinar e o suporte emocional são fundamentais durante todo o processo.
“Precisamos avaliar diversos fatores relacionados ao crescimento e ao desenvolvimento da criança. Os familiares também necessitam de acolhimento e orientação para lidar com as incertezas que surgem após a descoberta da condição”, ressalta.
A médica destaca ainda um avanço importante para os moradores do Sul Fluminense. Desde 2022, o Hospital Unimed Volta Redonda passou a oferecer o serviço de Cirurgia Cardíaca Pediátrica, ampliando o acesso ao tratamento especializado na região.
A iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, permitindo que procedimentos de alta complexidade sejam realizados no município, inclusive por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a necessidade de deslocamento de famílias para outros centros especializados.
O serviço é coordenado pelo cirurgião cardiovascular Dr. Andrey Monteiro e representa um importante reforço na assistência às crianças diagnosticadas com cardiopatias congênitas no interior do estado do Rio de Janeiro.