O Brasil entra em uma das semanas climaticamente mais instáveis do ano. Uma formação de dois ciclones extratropicais em menos de sete dias ameaça pelo menos dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste — com risco real de infraestrutura urbana, trabalho e agronegócio em áreas já castigadas por chuvas intensas. Quem mora nessas regiões precisa estar atento agora.
O alerta parte do Meteoradoque acordos o primeiro ciclone ainda no último domingo (7), com a organização de um cavado associado a uma Área de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul. O fenômeno avança ao longo da semana ente um segundo sistema ganha força na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai — criando um cenário de instabilidade encadeada que pode durar até o fim da semana.
Nesta semana, um nebulosidade aumenta em diversas regiões do Rio Grande do Sulcom destaque para as áreas Sul, Centro, Norte e Leste do estado. Em Santa Catarinaas zonas mais vulneráveis são o centro-leste e a Serra Catarinense. Não Paranáa instabilidade se concentra principalmente no setor leste do estado.
As previsões apontam chuvas de briga de intensidade moderada durante o dia, com possibilidade de tempestades a partir do fim da tarde e durante a madaruda. A Defesa Civil orienta que moradores de áreas de risco fiquem atentos aos alertas emívitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) está lá Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). Mas o quadro se agrava ainda mais a partir de terça.
Não terça-feira (9)o primeiro ciclone estará completamente formado próximo à costa da Região Sul. Apesar de ser classificado com intensidade fraca, o sistema pode gerar rajadas de vento de até 60 km/h — velocidade suficiente para derrubar árvores, danificar telhados e causar ligamentos de energia. Ao mesmo tempo, a localização da umidade pode reduzir temporariamente os volumes de chuva em algumas localidades — mas o rompimento será breve.
Segundo sistema amplia área de risco no Centro-Sul
Enquanto o primeiro ciclone se afasta do oceano, nova área de instabilidade deve ganhar força quarta-feira (10) e sexta-feira (12)elevando consideravelmente o potencial para chuvas fortes em grande parte do Centro-Sul do Brasil.
As declarações indicam acumulações elevadas na metade do sul de Mato Grosso do Sulno noroeste do Paraná e no oeste paulista já na quarta. Ao cair da noite, as precipitações devem avançar para as regiões central e norte do Paraná e para o centro-sul de São Paulo — municípios com histórico de alagamentos e penetração novamente no radar de risco.
Não quinta-feira (11)a baixa pressão está se intensificando, aumentando o risco de tempestades no norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, oeste e norte do Paraná, além das regiões oeste, centro e norte de São Paulo. Mato Grosso do Sul e Sul de Mato Grosso também devem registrar aumento expressivo nos volumes de chuva — com impacto direto sobre estradas, pontes e áreas de produção agrícola.
Esses estados podem ser impactados
A partir de sexta-feira (12)o segundo sistema se deslocará para o oceano e dará origem a um novo ciclone extratropical. O fenômeno continuará influenciando as condições meteorológicas do país.
As áreas com previsão de chuvas mais intensas incluem o leste do Rio Grande do Sulo centro-leste de Santa Catarina, o leste do Paraná e as regiões norte, centro e leste de São Paulo.
Precipitações de menor intensidade devem attarar o Rio de Janeiroo centro-sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro. A frente fria associada ao sistema também favorece a formação de novas instabilidades no Sul de Goiásnorte de Mato Grosso do Sul e centro-sul de Mato Grosso.
Moradores dos estados afetados podem consultar alertas em tempo real pelo aplicativo do INMET aqui está o portal Defesa Civil Nacional. Em caso de emergência climática, entre em contato com a Defesa Civil local 199.
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