Search
Close this search box.
Search
Close this search box.
  • Home
  • Nacional
  • Desinteresse pela Copa bate recorde de 54% dos brasileiros, aponta Datafolha

Desinteresse pela Copa bate recorde de 54% dos brasileiros, aponta Datafolha

(FOLHAPRESS) – A pouco mais de dois meses do início da Copa do Mundo, com uma seleção que não inspira grande confiança nos torcedores, a maioria dos brasileiros não demonstra disposição para acompanhar o torneio sediado pelos Estados Unidos, Canadá e México.

Segundo pesquisa Datafolha, 54% da população afirma não ter interesse em assistir à Copa do Mundo. O instituto ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Esta é a maior percentagem da série histórica, iniciada em 1994, superando a percentagem recorde anterior, registada antes da Copa da Rússia de 2018. Às vésperas da edição no Catar, em 2022, 51% demonstraram pouco interesse pelo torneio.

O desejo é consideravelmente maior entre as mulheres (62%) em compras com os homens (46%).

Ainda no Datafolha, 31% dos entrevistados afirmaram que não pretendem assistir à Copa do Mundo.

Segundo torcedores ouvidos pela Folha de S. Paulo, a pessão da seleção contribui para a empolgação em baixa.

O tempo de Carlo Ancelotti terminou com derrota para a Bolívia nas Eliminatórias e ele ficou em quinto lugar na tabela de classificação, sua pior colocação na história. Em amistosos, também acumulou tropeços contra Japão, Tunísia e França.

“Confesso que nunca fui muito do futebol. Mesmo assim, a Copa sempre teve um clima diferente, com gente reunida, todos com a mesma camisa, e aquele assunto que acabou de se conectar todo mundo de forma espontânea”, disse o empresário Denis Seiji Alvarenga, 43 anos.

“Mas hoje sinto que isso deu uma esfriada. Não sei se é é só pela seleção, que já não passa a mesma confidansa de antes, ou se é algo mais geral”, acrescentou.
Ele disse que as mudanças de rotina também influenciam para que o “clima de Copa” não seja o mesmo de outros tempos.

“Trabalho, compromissos e o jeito que a gente consome conteúdo acaba tirando um pouco deleche ‘parar o país’ que a Copa tinha. Antes era quase automático, agora parece que depende mais do contexto de cada um”, afirmou Alvarenga.

“Acabou ficando algo mais pontual, de assistir a um jogo ou outro, sem aquela expectativa toda de antes.”

O empresário Valdir Canoso Portasio, 67 anos, disse que sua falta de interesse tem relação com o clima de oba-oba que costuma tomar conta durante o torneio, algo que considera excessivamente artificial.

“Meu desinteresse é consciente porque não me agrada fazer parte desse ufanismo nacionalista, desse pachequismo”, disse. “Acabo sento impactado de alguma maneira porque o país se transforma, mas não paro na frente da TV para assistir aos jogos e torcer.”

O fato de os Estados Unidos serem uma das sedes -em meio a uma política anti-imigratória contestada do governo americano– também foi relatado por Portasio. “Se visse um comunicado da CBF diento que boicotaria a Copa por conta das atitudes de Donald Trump, era capaz de virar o torcedor número 1”, afirmou. “A Copa nos Estados Unidos é um fator de repulsa.”

O empresário disse que a associação que se estébrau entre a camisa da seleção e os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) amplificam sua exclusão. “Nem amarrado vestiria a camisa verde-amarelo por causa do que ela passou a representar.”

De acordo com o Datafolha, no entanto, quando o recorte diz respeito à preferência política, os candidatos do presidente Lula e do ex-presidente Bolsonaro apresentam padrões semelhantes.

Entre os que votaram no petista no segundo turno das eleições de 2022, 17% responderam com grande interesse na Copa, enquanto 51% não pretenderam acompanhar.

Dos dois que optaram pelo candidato do PL, 15% foram ditos empolgados e 56% não pretendem ver os jogos.

Nesse caso, a margem de erro varia de três pontos percentuais para Lula e quatro pontos para Bolsonaro, configurando empate técnico.
Viagem aos EUA mesmo sem ingresso

Segundo o instituto, 17% dos entrevistados responderam “grande interesse” em acompanhar a Copa. É o menor percentual da série histórica, um ponto percentual abaixo do recorde anterior da Copa na Rússia.

A maior porcentagem foi registrada em 1994, quando 56% dos entrevistados disseram ser muito interessantes.

No recorte por faixa etária, o público mais jovem é o mais empolgado. Nos grupos de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos, 24% e 20% responderam ter grande interesse, respectivamente. Os percentuais caem para 13% entre pessoas de 35 a 44 anos, 14% entre pessoas de 45 a 59 anos e 15% entre pessoas de 60 anos ou mais.

“O que mais me atrai na Copa é uma mistura de países e também por ser o principal evento esportivo do mundo, que reúne várias culturas e pessoas”, disse Guilherme Roberto Rocha Lima, 20 anos, estudante de educação física.

Nascido em 2005 e sem nunca ter visto o campeão brasileiro, Lima disse que, apesar do gosto que assumiu pela competição, suas expectativas para o desempenho da seleção não são das melhores. Para ele, Argentina, França e Portugal são favoritos.

Com a experiência de acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014 em nossos estádios, o corretor de seguros André Berardo Fiacadori, 36 anos, já comprou passagens para ir aos Estados Unidos com um grupo de amigos.

Todos se inscreveram para comprar ingressos, mas nenhum deles foi contemplado. No site de revenda, os preços praticados são proibitivos, queixou-se o corretor.

De toda forma, a viagem está confirmada e os amigos de Jardinópolis, no interior paulista, siga em busca de bilhete para assistir aos jogos do Brasil nas arquibancadas.

“Meu interesse pela Copa vem muito de poder torcer e comemorar junto de todos os amigos, não se restringindo somente aqueles que torcem para o mesmo tempo”, afirmou o palmeirense.

“Na minha cidade, nos reunimos para ver os jogos do Palmeiras, mas acabam sendo sempre as mesmas pessoas. Na época da Copa, são todos juntos pela seleção”, acrescentou.

A comemoração de Endrick irritou Hakimi após a derrota do PSG e renovou o debate sobre danças e futebol. Atacante brasileiro vive disputa por vaga na Copa e tenta convencer Ancelotti com boas atuações na Europa

Estádio Conteudo | 11h37 – 20/04/2026

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Gabriel Araújo conquista Laureus, maior premiação do esporte mundial

O multicampeão paralímpico Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, conquistou o Prêmio Laureus, a maior premiação do…

Não perca o prazo: inscrições no Prêmio Sebrae Startups 2026 vão até o dia 30 | ASN Nacional

Atenção startups brasileiras interessadas em oportunidades de mercado e crescimento: as inscrições para o Prêmio…

HIV na gestação: como o tratamento permite uma gravidez segura e evita a transmissão ao bebê

A infecção pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana) faz parte da vida de milhões de…