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Desempenho do Tegram em agosto reforça potencial do Arco Norte

Com o tarifaço dos Estados Unidos em vigor, um dos desafios do setor exportador brasileiro é a diversificação de mercados. O aumento da capacidade logística, no entanto, também pode fortalecer a presença em destinos já consolidados. Essa é a avaliação de Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio Tegram-Itaqui, responsável pela gestão e operação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram).

Para o futuro, as perspectivas incluem a terceira fase de expansão do terminal. Segundo Bertoni, as projeções em curto, médio e longo prazos são otimistas. “A nova fase de expansão deve adicionar cerca de 8,5 milhões de toneladas e com isso, vamos solidificar ainda mais a posição do Tegram como principal hub logístico do agronegócio brasileiro no Arco Norte”, afirma.

Cenário de supersafra e desafios logísticos

A expectativa de safra recorde em 2024/25 é positiva para o agronegócio, mas levanta dúvidas sobre a capacidade logística do país. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos deve chegar a 350,2 milhões de toneladas, crescimento de 16,3% em relação à temporada passada. Apesar do volume maior, o Tegram afirma estar preparado para o escoamento.

“O recorde de 1,75 milhão de toneladas embarcadas em agosto mostra a nossa capacidade de resposta. Em 2023, movimentamos mais de 15 milhões de toneladas, o que reforça a solidez da nossa operação diante de um cenário de supersafra”, diz Bertoni. 

Segundo ele, a expansão da infraestrutura do terminal, além de garantir eficiência na movimentação de cargas, pode fortalecer ainda mais a presença do Brasil em mercados já consolidados. Outro ponto destacado é a localização estratégica do Porto de Itaqui, próximo a países da Europa e da Ásia, que estão entre os principais destinos da produção nacional de grãos.

Fator tarifaço: o que esperar?

O resultado recorde em agosto ocorre em meio a um cenário tenso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Desde o mês passado, as exportações brasileiras enfrentam o chamado tarifaço, imposto pelo governo de Donald Trump, com sobretaxas que chegam a 50%.

Sobre esse cenário desafiador e de volatilidade do mercado, Bertoni destaca que a demanda global por alimentos é permanente. No entanto, para sustentar o papel do Tegram como polo logístico do Arco Norte, ele ressalta a importância de parcerias estratégicas e de investimentos constantes. “Seguimos focados em eficiência operacional, no escoamento de grãos de alta produtividade da região e em infraestrutura moderna e tecnológica”, conclui.

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