30 de agosto de 2019

Depois de arquivar, Câmara quer investigar novamente vereadores

Os vereadores da Câmara Municipal de Biritiba Mirim, principalmente aqueles que comandam a Casa de Leis e a cidade, novamente insistem nos abusos e nas lambanças do Legislativo.
Após arquivarem a Comissão Processante (CP) por falta de provas contra os vereadores Eduardo Melo (DEM), Paulo Rogério dos Santos (PTB), o Paulinho da Júlio e José Rodrigues Lares (PV), o Zé do Brejo, novamente surge a “lambança” dos nobres vereadores biritibanos.
Desta vez, o comediante foi Jorge Mishima (PSDB), o mesmo que fez campanha para Márcio França (PSB), traindo o seu partido que acabou elegendo João Doria (PSDB).
Mishima pediu a abertura da CP, alegando existir novos elementos que comprometem os três vereadores. “Ele não apresentou nada de novo”, revelou um edil que pediu para não citar seu nome.
“O Mishima quer cozinhar o galo”, assim como os demais vereadores que mandam na cidade, como o Fernando Gondim (PSB) (Fernando José Gonçalves), Lourival Bispo de Matos (PSDB), Leonardo Venâncio Molina (PTN), o Raposão, Robério de Almeida Silva (PSB), o Robério do Esporte e Walter Machado de Almeida (MDB), o Waltinho.
Para alguns advogados que conversaram com o Jornal Impresso Brasil (JIB), os atuais vereadores citados acima “brincam” de legislar. “Abriram uma nova CP para ganhar tempo de alguma coisa, neste caso, chamam isso de jogo sujo. Os três vereadores deveriam entrar na Justiça pedindo a cassação deles por prevaricação, afinal de contas, eles prejudicam o andamento do processo e impedem que a Justiça determine o seu parecer”, comentou.
Um dos advogados  disse ainda que o Ministério Público (MP), não conseguiu provar a origem do dinheiro que tinha sido entregue aos vereadores pelo prefeito afastado Jarbas Ezequiel de Aguiar (PV), o Professor Jarbas. “Esse dinheiro poderia e pode ter sido proveniente de algum acerto de contas do passado ou mesmo de uma negociação, ainda que seja política, depende do que foi acordado, além, é claro, não existem provas de que teria saído dos cofres públicos e nem do suposto desvio de dinheiro referente ao contrato com a empresa ligada à saúde que originou todo este imbróglio”, analisou.
Para os advogados ouvidos pela reportagem, “esses vereadores que tardiam as investigações devem responder na esfera judicial por obstruir o trabalho da Justiça, bem como serem processados pelos três parlamentares afastados e também pelo prefeito Jarbas”, alertaram.
Lembrando que esses mesmos vereadores Fernando, Raposão, Robério, Waltinho e Mishima foram cupinchas na gestão do ex-prefeito condenado, Carlos Alberto Taino Junior, o Inho que também traiu o seu partido, inclusive fazendo vídeo ofendendo o atual governador João Doria, chamando-o de “traidor”.
A Justiça em alguns processos, já garantiu aos vereadores o direito de retornar ao cargo.