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Denúncia da PGR contra Bolsonaro vira debate entre vereadores de SP

O início de mandato dos vereadores na cidade de São Paulo começou quente, igual às altas temperaturas que vem fazendo no município. O debate entre parlamentares Bolsonaristas e Lulistas esquenta a cada proposta ou projeto apresentado, também inflama quando se traz em plenário a informação a respeito de algum tema de grande repercussão nacional, como é o caso das denúncias feitas pela Procuradoria Geral da República (PGR), contra 34 manifestantes do 8 de janeiro de 2023 e o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

A acusação seguirá para o STF (Supremo Tribunal Federal), que irá avaliar se há subsídios suficientes para levar o caso a julgamento. Nesta etapa, o ex-presidente e os demais envolvidos não são considerados acusados. Eles só se tornarão réus se o STF aceitar a denúncia. E somente após a admissibilidade do processo, os denunciados serão julgados – podendo ou não ser condenados.

No calor do debate, durante sessão ordinária no poder legislativo paulistano, da tribuna, a vereadora Amanda Paschoal (PSOL) deu destaque à denúncia. A parlamentar citou o dia 8 de janeiro de 2023, quando houve a invasão dos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF. “Bolsonaro promoveu e disseminou fake news e desinformação sobre as urnas e sobre o processo eleitoral. Tumultuou e atuou contra o processo democrático com o objetivo de questionar os resultados eleitorais de 2022”.

Já a vereadora Sonaira Fernandes (PL) defendeu Jair Bolsonaro das acusações, e questionou a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quem deveria estar na cadeia até hoje é o ‘descondenado’, que ocupa o cargo de presidente da República. Ele quase acabou com o Brasil nos escândalos da Petrobras. Isso sim foi um golpe no Brasil, isso sim foi um golpe nos brasileiros que precisam trabalhar de verdade”.

O clima entre os vereadores desta legislatura tende a aumentar. A expectativa é que regras sejam aplicadas ou a criação de novos dispositivos no Regimento Interno para conter os ânimos entre os parlamentares da Câmara Municipal de São Paulo.

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