O advogado e amigo do empresário, Marco Aurélio de Carvalho, classificou a tese da PF como uma “ilação irresponsável” e afirmou que Lulinha está à disposição para retornar ao Brasil e prestar depoimento aos investigadores. Segundo o defensor, a intenção foi comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, em reunião realizada na semana passada.
De acordo com a defesa, Lulinha se mudou para Madri em 2023, antes do início das investigações sobre supostas fraudes no INSS, para procurar imóvel e matricular os filhos na escola. A ida definitiva para a Espanha ocorreu no primeiro semestre de 2025, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema supostamente coordenado por Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A PF chegou a discutir internamente um pedido de prisão de Lulinha, mas a corporação acabou optando apenas pela quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário. O advogado argumenta que a mudança para Madri já estava planejada desde 2024, antes de qualquer ligação de Lulinha com Antunes, e que não houve envolvimento com o suposto esquema.
“Fábio Luís já explicou todos os fatos. A quebra de seu sigilo bancário provou que não há qualquer envolvimento dele com o escândalo do INSS. A viagem que fez a Portugal, com Camilo Antunes, foi apenas para conhecer um projeto de canabidiol medicinal”, afirmou Carvalho.
A defesa protocolou na segunda-feira (16) uma petição no STF detalhando todas as explicações. Até o momento, o ministro André Mendonça ainda não definiu se o depoimento de Lulinha será necessário, nem marcou uma data para a oitiva.