O candidato à Presidência da República pelo Avante, Dr. Augusto Cury, propôs a mudança do sistema de governo brasileiro para o semipresidencialismo durante a convenção do partido realizada nesta segunda-feira (3), na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).
No evento, Cury afirmou que, caso eleito, convidará o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para ocupar o cargo de primeiro-ministro. O chefe do Executivo estadual esteve no evento ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Cury vê a alteração no regime dividindo as responsabilidades do Poder Executivo. O presidente ficaria encarregado de áreas estratégicas, como o comando das Forças Armadas e da Polícia Federal, enquanto o primeiro-ministro faria a administração diária do país.
“Um primeiro-ministro que está no meu radar, que eu teria o privilégio de convidar, ele se chama Tarcísio de Freitas”, declarou Cury durante o discurso, dirigindo-se ao governador paulista.
Cury ainda criticou polarização e defendeu pacto nacional
Cury direcionou parte de seu discurso à crítica ao cenário político atual e defendeu a formação de um pacto nacional composto por gestores de empresas, economistas e gestores públicos.
O candidato argumentou que o governo deve incorporar o modelo econômico associado à direita, focado em Estado enxuto e liberdade econômica, e as políticas de assistência social e direitos humanos, defendidas pela esquerda, como o programa Bolsa Família.
1 de 3

Governador Tarcísio de Freitas e prefeito Ricardo Nunes participam de evento. – 6
2 de 3

Augusto Cury concedeu entrevista a jornalistas na chegada ao evento, na Alesp. – André Groh/ND Mais
3 de 3

Tarcísio participou de convenção do Avante nesta segunda-feira. – André Groh/ND Mais
“A nossa mente tem de ter um pensamento, uma construção capitalista com todos os valores da direita. Mas o nosso coração tem de ser social, valorizar aqueles que são fragilizados, aqueles que não têm condição de sobreviver”, afirmou o candidato.
Propostas apresentadas pelo candidato do Avante
Durante a convenção, Augusto Cury detalhou as principais diretrizes econômicas e sociais de sua campanha, com foco em crédito e qualificação para a população de baixa renda.
O candidato estabeleceu a meta de financiar de 8 a 10 milhões de empresas em um período de 8 a 10 anos. O projeto ainda prevê a instalação de unidades de um “banco do empreendedor” e de escolas de empreendedorismo dentro de favelas, escolas públicas e igrejas.
Para justificar o foco em projetos de capacitação e assistência, Cury apresentou estimativas sobre parcelas vulneráveis da população.
O candidato citou a existência de 8,9 milhões de jovens entre 15 e 25 anos que não estudam e não trabalham no Brasil.
O discurso também abordou a necessidade de políticas públicas para pessoas com deficiência. Segundo os números declarados por Cury, que é médico psiquiatra, o Brasil possui 32 milhões de cidadãos neurodivergentes, dos quais 2,4 milhões são diagnosticados com transtorno do espectro autista.


