Em comunicado, a Defensoria informou que 14 dos 16 cidadãos foram internados e seguem em “tratamento ambulatório”, enquanto dois permanecem internados após os confrontos ocorridos no sábado.
Sobre a situação dos policiais, o órgão informou que “encontrou cinco ocidentais”, das quatro continuam hospitalizadas.
Um agente, atingido por um tiro na cabeça, segue em avaliação para possível transferência para unidade de terapia intensiva (UTI), embora não tenham sido divulgados mais detalhes sobre o estado dos demais policiais.
O Defensor do Povo, Pedro Callisaya, manifestou preocupação com as agressões contra civis e policiais e pediu às autoridades que todas as ações das forças de segurança fossem realizadas “de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos”.
A polícia, o exército e alguns ativistas realizaram, na manhã de sábado, uma ação conjunta em San Julián, município localizado a 117 quilómetros a nordeste de Santa Cruz, a maior cidade da Bolívia, na estrada que liga a região de Beni, no oeste do país.
A operação, que contornou o uso de gás lacrimogêneo, seguiu para desbloquear a estrada, mas pouco depois os manifestantes se reagruparam e reforçaram os bloqueios, o que levou a um confronto com a polícia que durou mais de quatro horas.
O comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez, disse que um grupo de moradores de San Julián invadiu a delegação da cidade, roubou objetos valiosos e depois incendiou o local.
A Bolívia enfrentou uma onda de protestos liderada por agricultores, operadores, mineiros, caminhoneiros e professores durante mais de um mês.
Nas últimas semanas, os bloqueios de estradas se espalharam por oito das nove regiões da Bolívia, provocando escassez de alimentos, combustíveis, medicamentos e, principalmente, oxigênio para os centros de saúde.
O governo Paz acusa o ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019), alvo de um mandado de prisão num caso que envolve o suposto tráfico de menor de idade, de estar por trás dos distúrbios.
Ao assumir o poder há seis meses, Rodrigo Paz fez questão de restabelecer as boas relações com os Estados Unidos, autorizando a atuação de agentes da agência antidrogas norte-americana no país produtor de cocaína.
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