Os surpreendentes maus resultados deixam o Manchester City afastado de conquistar coisas grandes na temporada 2024/25, mas um “título” o clube já tem: o de maior “gastão” da janela de transferências de janeiro na Europa.
Ao contratar Abdukodir Khusanov, Vitor Reis e Omar Marmoush, o time inglês torrou 145 milhões de euros no mercado, o equivalente a R$ 841 milhões na cotação atual. O curioso é que nem assim resolveu seu grande dilema: achar um volante capaz de substituir Rodri.
O Bola de Ouro da revista France Football não joga desde 22 de setembro, quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito. A lesão deve tirar o volante de toda a temporada atual, com retorno esperado somente para o Mundial de Clubes, marcado para junho e julho, nos Estados Unidos.
Sem Rodri, o desempenho do City despencou. A ausência de um volante que consiga destruir e construir com a mesma qualidade impactou negativamente no time, que, entre novembro e dezembro, chegou a perder nove de 13 jogos que fez entre Premier League, Champions League e Copa da Inglaterra.
Mateo Kovacic tem sido o escolhido para atuar na vaga de Rodri. O croata, porém, tem dificuldades para cumprir o papel. Outros, como Ilkay Gundogan, Bernardo Silva e Rico Lewis, também foram colocados no setor para ajudar a diminuir o problema, mas também falharam na missão.
A aposta de Pep Guardiola seria em John Stones, zagueiro que, na temporada da Tríplice Coroa, brilhou como um meio-campista disfarçado quando o City tinha a bola nos pés. Acontece que o zagueiro perdeu mais jogos por lesão (16) do que atuou na atual temporada (13).
A abertura do mercado trouxe a expectativa que o City enfim buscaria um meio-campista capaz de substituir Rodri. Nomes ventilados não faltaram, entre eles o espanhol Martín Zubimendi (acertado com o Arsenal para julho) e ainda os brasileiros Bruno Guimarães e Douglas Luiz.
Nenhum chegou até agora. Talvez não seja possível contratar alguém a menos de uma semana do fechamento da janela. E, assim, o City vai para a metade final da temporada com o mesmo problema que possui há meses. E não há nada que os novos reforços possam fazer para corrigir essa situação.
Khasanov e Vitor Reis, é verdade, ajudarão Guardiola a rodar mais sua linha defensiva. O técnico sofreu com as muitas lesões seguidas de Nathan Aké, Rúben Dias, Manuel Akanji e, claro, Stones. Kyle Walker, acertado com o Milan, também não faz mais parte do elenco.
No ataque, Marmoush chega para ajudar Erling Haaland, seja como um parceiro de ataque ou alguém para dar descanso ao norueguês. Foi o papel que Julián Alvarez ocupou por dois anos antes de ser vendido ao Atlético de Madrid no meio de 2024.
Guardiola, agora, tem mais opções para dar jeito no Manchester City. Mas, até receber o tal “cover” de Rodri, os problemas não vão desaparecer de vez. E agora, vale a pena gastar um pouco mais de dinheiro ou esperar que o melhor do mundo volte? A próxima semana vai dizer o que pensa a diretoria.