Na tarde da última quarta-feira (11), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeiro turno, o substitutivo do Poder Executivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sendo primeiro esboço da Lei Orçamentária Anual (LOA).
De acordo com o texto, a cidade de São Paulo, terceiro maior orçamento do Brasil, poderá contar com cerca de R$ 128,9 bilhões em caixa para, entre outras coisas, realizar obras e pagar funcionários ao longo do ano que vem, o que representa aumento de 2,5% em relação a 2025.
Segundo o relator do projeto, Major Palumbo (PP), o texto final trazia previsão de gastos em áreas importantes como habitação (na ordem de R$ 1,8 bilhão), saúde (R$ 1,9 bilhão) e transporte (R$ 4,3 bilhões) e foi aceito pela comissão de finanças horas antes de ir ao plenário.
Vereadores do PT, da Rede e do PSOL, todos da oposição, foram os únicos contrários. Para eles, caso haja a aprovação final, existe o risco iminente no aumento da dívida do município e a possível ausência de recursos para programas sociais, como salientado por Marina Bragante (Rede) que pediu mais recursos para políticas públicas para as mulheres.
Por outro lado, o líder do governo Ricardo Nunes (MDB), Fábio Riva (MDB), parabenizou o projeto final e disse ainda que haverá prazo suficiente, antes da votação final, para o acréscimo de emendas.